A IMPORTÂNCIA DA "ESCREVIVÊNCIA" DE CONCEIÇÃO EVARISTO COMO VOZ DA ANCESTRALIDADE NA LITERATURA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.5380/rrl.v1i5.103823Resumo
O artigo tem como objetivo refletir o termo “escrevivência” criado pela autora Conceição Evaristo, em relação às produções literárias brasileiras que atravessaram décadas sendo escritas e publicadas por autores do gênero masculino, e que por sua vez, escreve para outros homens, deixam no esquecimento a existência e vivência da mulher negra na história brasileira. No debate sobre resistência, ancestralidade na história brasileira, o artigo buscou trazer os contrapontos e controversas na obra de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala (1933), trazendo também para esse diálogo os autores Sérgio Buarque de Holanda; Florestan Fernandes; Lélia Gonzalez e Conceição Evaristo. Para as considerações finais, afirma-se que Conceição Evaristo coloca em pauta o resgate das memórias como ferramenta de visibilizar a identidade da mulher negra, criando um espaço na escrita e na literatura sobre a importância de escrever as vivências e de se compreender a ancestralidade que não está somente no individual, mas sim, no coletivo da formação brasileira.
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