GESTÃO TERRITORIAL DO SISTEMA DE PARQUES PÚBLICOS EM SALVADOR, BAHIA: CONTRADIÇÕES E PARADOXOS

Angelo Serpa

Resumo


Busca-se, neste artigo, elucidar as estratégias e os instrumentos de gestão municipal do sistema de parques públicos em Salvador-Bahia, a partir da análise do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, apontando para possíveis contradições e paradoxos entre as políticas recentes de requalificação urbana e as diretrizes e determinações contidas no PDDUA. São analisados a distribuição espacial da cobertura vegetal e seu “valor ecológico” no território municipal e a classificação das unidades de conservação no município, bem como as políticas de requalificação urbana empreendidas pelas gestões municipais ao longo das duas últimas décadas. A análise dos exemplos ao longo do artigo mostra que, embora os parques públicos sejam abordados tanto sob a ótica ambiental como sob a ótica do lazer no Plano Diretor, prevalece a última lógica como diretriz das políticas de requalificação urbana desses equipamentos nos limites do município. Ao final do artigo, enfatiza-se a centralidade da questão da acessibilidade – física e simbólica – e da distribuição espacial dos espaços públicos de natureza para uma discussão acadêmica profunda, que possa fundamentar em outras bases a gestão dos parques públicos no território municipal, a partir de uma análise crítica das idéias de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade.

Palavras-chave


Gestão territorial; sistema de parques públicos; sustentabilidade; Territorial management; Public parks system; Sustainability; Salvador; Bahia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/raega.v12i0.6208

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