Criatividade humana no Oriente e no Ocidente: Análise das raízes históricas-conceituais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/psi.v22i2.55455

Palavras-chave:

criatividade, cultura, criatividade intercultural, oriente, ocidente.

Resumo

A criatividade é discutida e pesquisada em várias partes do mundo, embora não haja uma definição consensual do termo em âmbito acadêmico. Dado que o fenômeno criativo é interativo e dependente do contexto, variadas culturas o definem, estimulam e reconhecem diferentemente. Uma definição compartilhada por diversos autores americanos descreve a inovação e a adequação como características inerentes à criatividade; ao passo que, entre autores chineses, destaca-se a moral como atributo imprescindível. O objetivo deste artigo foi analisar as raízes históricas do estudo da criatividade, derivadas dos conceitos predecessores de criatividade divina no Ocidente e de criatividade natural no Oriente, apontando possíveis influências para concepções e pesquisas atuais. Embora a importância da cultura tenha sido reconhecida nos estudos sobre criatividade a partir dos anos 70, ela ainda é subestimada, especialmente quando se valem da definição psicométrica e de instrumentos americanos para medir a criatividade de cidadãos de variadas nacionalidades. As perspectivas historiométrica e de sistemas são apontadas como opções teórico-metodológicas que reconhecem a criatividade como fenômeno social e podem ser mais adequadas para investigações interculturais.

Biografia do Autor

Marina Porto-Ribeiro, Universidade de Brasília

Possui graduação em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (2009), especialização em Gestão de Pessoas e Coaching pelo Centro Universitário de Brasília (2012) e MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC (2015). Mestre em Processos do Desenvolvimento Humano e Saúde pela Universidade de Brasília (2017). Atuou como psicóloga no atendimento especializado ao aluno com características de Altas Habilidades/Superdotação da Secretaria da Educação do Distrito Federal. Atualmente dedica-se às atividades de pesquisa, ensino e extensão na área de Psicologia do Desenvolvimento Humano, com ênfase em criatividade, multiculturalismo e altas habilidades.

Denise de Souza Fleith, Universidade de Brasília

Possui graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília (1985), mestrado em Psicologia pela Universidade de Brasília (1990), doutorado em Psicologia Educacional pela University of Connecticut (1999). Realizou pós-doutorado no National Academy for Gifted and Talented Youth (University of Warwick) (2005) e na Universidade do Minho (2014). Atualmente é professora titular do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília. É orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde. Foi professora visitante na University of Connecticut, em 2009, e realizou estágio sênior na Universidade do Minho, em Portugal, nos anos de 2009 e 2012. Atuou como editora associada da revista Psicologia: Teoria e Pesquisa no período de 2010 a 2012 e tutora do Programa de Educação Tutorial (PET) da Psicologia na Universidade de Brasília entre 2003 e 2005. Membro do Executive Committee (2013-2015), Vice-presidente (Agosto 2015 a Fevereiro 2017) e Presidente (Fevereiro a Julho 2017) of the World Council for Gifted and Talented Children. Suas áreas de interesse são criatividade no contexto escolar, medidas de criatividade, processos de ensino-aprendizagem, desenvolvimento de talentos e superdotação e psicologia escolar. Membro do Grupo de Trabalho Psicologia Escolar e Educacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP).

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Publicado

01-08-2018

Como Citar

Porto-Ribeiro, M., & Fleith, D. de S. (2018). Criatividade humana no Oriente e no Ocidente: Análise das raízes históricas-conceituais. Interação Em Psicologia, 22(2). https://doi.org/10.5380/psi.v22i2.55455

Edição

Seção

Estudos Teóricos ou Históricos