Queixas subjetivas de memória em idosos: análise de clusters
DOI:
https://doi.org/10.5380/riep.v29i3.96190Palabras clave:
velhice, memória, cogniçãoResumen
As queixas subjetivas de memória consistem em problemas de desempenho de memória, sem comprometimento objetivo, e atribuídas a sintomatologia depressiva. O presente estudo objetivou verificar se diferentes subgrupos de pessoas idosas apresentam diferenças em relação à percepção subjetiva de memória, segundo variáveis sociodemográficas e de saúde. Participaram 44 pessoas idosas (a partir de 60 anos de idade), saudáveis, residentes em São Caetano do Sul (SP). Para captar os conhecimentos, percepções e sentimentos sobre memória, utilizamos o Questionário de Queixas Subjetivas de Memória para avaliação de transtornos mentais, a Escala de Depressão Geriátrica e o Inventário de Ansiedade Geriátrica. A análise de clusters revelou três perfis distintos. O primeiro (indivíduos mais velhos) apresentou queixas de memória, mas sem sintomas depressivos ou ansiosos. O segundo grupo (participantes mais jovens) exibiu o maior número de queixas, associado a piores indicadores de saúde, maior número de doenças, sintomas depressivos e ansiosos. O terceiro grupo (idade intermediária) apresentou melhor avaliação de saúde, ausência de sintomas psiquiátricos e baixa ocorrência de queixas. Conclui-se que entre as pessoas idosas mais jovens, as queixas subjetivas de memória estão associadas à presença de sintomas depressivos, enquanto entre os participantes mais velhos, estas refletem um prejuízo esperado devido ao envelhecimento.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Patricia do Nascimento Tavares, Patricia Waltz Schelini

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
A aprovação dos artigos implica a aceitação imediata e sem ônus de que a revista Interação em Psicologia terá exclusividade na primeira publicação do artigo. Os autores continuarão, não obstante, a deter os direitos autorais para publicações posteriores. No caso de republicação dos artigos em outros veículos, exige-se a menção à primeira publicação na revista Interação em Psicologia. Os autores autorizam também que seus artigos sejam disponibilizados em todos os indexadores aos quais a revista está vinculada.
A Comissão Editorial não se responsabiliza pelos conceitos ou afirmações expressos nos trabalhos publicados, que são de inteira responsabilidade dos autores.
A revista Interação em Psicologia oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o entendimento de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização do conhecimento e tende a produzir maior impacto dos artigos publicados. Os artigos publicados na revista são disponibilizados segundo a Licença Creative Commons CC-BY-NC 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/). Segundo essa licença é permitido acessar, distribuir e reutilizar os artigos para fins não comerciais desde que citados os autores e a fonte. Ao submeter artigos à revista Interação em Psicologia, os autores concordam em tornar seus textos legalmente disponíveis segundo essa licença.
