Open Journal Systems

O conceito de unidade mínima de análise como eixo articulador do método marxiano e da psicologia concreta

Larissa Figueiredo Salmen Seixlack Bulhões, Márcio Magalhães da Silva

Resumo


O presente trabalho elege o estudo do conceito de unidade mínima de análise no intuito de demonstrar os meios pelos quais os pressupostos metodológicos marxianos se realizam na investigação do psiquismo humano por Vigotski, que buscava lançar os fundamentos de uma psicologia concreta. A seleção desse conceito justifica-se pelo fato de este sintetizar o movimento dialético de ascensão do abstrato ao concreto multideterminado, o qual rege a revelação das leis gerais que submetem o desenvolvimento categorial dos fenômenos e desvenda as dissimulações da aparência fenomênica. Demonstrou-se que, da mesma forma que Marx anuncia a mercadoria como unidade mínima de análise da sociedade capitalista, Vigotski adota o signo como categoria fundamental que contém o psiquismo humano em sua totalidade, como síntese de determinações singulares e universais, individuais e sociais, biológicas e culturais, históricas e sociais, de significados e sentidos. Conclui-se que, em consonância com os fundamentos do materialismo histórico-dialético, a psicologia concreta deve buscar na unidade mínima de análise a superação das dicotomias lógico-formais e a especificidade do psiquismo humano, que tem na ação consciente o potencial para construir, sobre as cinzas das inversões burguesas, o devir de uma sociedade sem classes que tenha a humanidade como centro do processo produtivo.

Palavras-chave


método marxiano; unidade de análise; psicologia concreta; Vigotski

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/riep.v24i3.72788