Criatividade humana no Oriente e no Ocidente: Análise das raízes históricas-conceituais

Marina Porto-Ribeiro, Denise de Souza Fleith

Resumo


A criatividade é discutida e pesquisada em várias partes do mundo, embora não haja uma definição consensual do termo em âmbito acadêmico. Dado que o fenômeno criativo é interativo e dependente do contexto, variadas culturas o definem, estimulam e reconhecem diferentemente. Uma definição compartilhada por diversos autores americanos descreve a inovação e a adequação como características inerentes à criatividade; ao passo que, entre autores chineses, destaca-se a moral como atributo imprescindível. O objetivo deste artigo foi analisar as raízes históricas do estudo da criatividade, derivadas dos conceitos predecessores de criatividade divina no Ocidente e de criatividade natural no Oriente, apontando possíveis influências para concepções e pesquisas atuais. Embora a importância da cultura tenha sido reconhecida nos estudos sobre criatividade a partir dos anos 70, ela ainda é subestimada, especialmente quando se valem da definição psicométrica e de instrumentos americanos para medir a criatividade de cidadãos de variadas nacionalidades. As perspectivas historiométrica e de sistemas são apontadas como opções teórico-metodológicas que reconhecem a criatividade como fenômeno social e podem ser mais adequadas para investigações interculturais.


Palavras-chave


criatividade; cultura; criatividade intercultural; oriente; ocidente.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v22i2.55455

Direitos autorais 2018 Marina Porto-Ribeiro, Denise de Souza Fleith

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