A Construção do 20 de Novembro: identidade Negra e afirmação na cidade de todas as gentes

Marco Aurélio Barbosa

Resumo


O seguinte artigo intitulado, “A Construção do 20 de Novembro: identidade Negra e afirmação na cidade de todas as gentes”, centrar-se no debate que envolve a “negociação” em torno da construção do feriado do Dia da Consciência Negra em Curitiba. Desta feita, o trabalho tem como foco os debates ocorridos na Câmara Municipal de Curitiba, agentes ligados a interesses econômicos da cidade, notadamente, a Associação Comercial do Paraná (ACP) e Sindicato da Construção Civil do Paraná (SINDUSCOM-Pr) e os representantes do Movimento Negro em torno da questão. A abordagem leva tem em conta a altercação resultante da  interdição do feriado, a ser comemorado pela primeira vez no ano de 2013. Interdição esta provocada pela ACP e SINDUSCOM-Pr, por medida judicial que levou a suspensão da comemoração, gerando revolta por parte do Movimento Negro e representantes da Câmara Municipal de Curitiba. Deste modo, o trabalho procura analisar de modo empírico os debates em torno desta questão, tendo em perspectiva os fatos anteriores ao eventos ocorridos em 2013 e seus desdobramentos até o ano de 2017, quando a disputa pelo feriado passa a ser discutida na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Cabe perguntar se houve alguma mudança em relação ao quadro apresentado em 2013? Se sim, quais? O que de fato está em disputa, quando leva em questão os interesses dos grupos envolvidos? Quais estratégias de afirmação adotadas pelo Movimento Negro na tentativa de se afirmar perante os outros grupos e deste modo conseguir a implementação do feriado?

Palavras-chave


Consciência negra; Movimento Negro; ACP; Câmara Municipal de Curitiba; Feriado.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/nep.v4i1.60221

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