O INTEGRALISMO NO PARANÁ: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS RELAÇÕES DE PODER E PARENTESCO (1932–1937)
Resumo
Este artigo analisa a Ação Integralista Brasileira (AIB) no Paraná a partir de uma abordagem prosopográfica, enfatizando as redes de parentesco, alianças familiares e conexões institucionais que sustentaram a difusão do integralismo no campo do poder estadual durante a década de 1930. Partindo da hipótese de que o integralismo paranaense não pode ser compreendido apenas como um movimento ideológico, mas como uma estratégia de recomposição de elites políticas deslocadas após a Revolução de 1930, a pesquisa investiga como famílias tradicionais, antigos republicanos e segmentos da intelectualidade se articularam à AIB para preservar ou recuperar posições de influência. O estudo focaliza trajetórias individuais e coletivas de 10 lideranças integralistas no Paraná, evidenciando seus vínculos genealógicos com antigas oligarquias estaduais. No Paraná, o integralismo encontrou terreno fértil em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Rio Negro e Paranaguá, nas quais as classes dominantes locais mobilizaram a AIB como plataforma de organização e disputa de poder. A pesquisa mostra que o rápido crescimento do movimento esteve diretamente relacionado ao incremento de capitais sociais, familiares, políticos, intelectuais e econômicos dos agentes integralistas. O trabalho também analisa o as disputas entre as redes integralistas e a hegemonia política do interventor Manoel Ribas.
[1] Uma versão preliminar do conteúdo foi desenvolvida na Tese defendida pela autora (GRANATO, 2021) e no evento 14º Seminário Nacional Sociologia e Política- GT 01: Instituições e Poder: Parentescos e Genealogia.
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