LENDO A EXPERIÊNCIA E A MEMÓRIA DAS MUJERES LIBRES EM UM DIÁLOGO COM FOUCAULT
DOI:
https://doi.org/10.5380/his.v67i2.68259Palavras-chave:
Mujeres Libres, Revolução Espanhola, anarquismo.Resumo
O presente artigo analisa alguns aspectos presentes em relatos de memória das ex-militantes do grupo anarco-feminista Mujeres Libres, que esteve ativo durante a Revolução Espanhola (1936- 1939), a partir de conceitos propostos pelo filósofo Michel Foucault. Em especial, foca nas questões de cuidado de si, estética da existência e biopolítica para pensar a atuação do grupo para a libertação feminina. Aborda questões como a pedagogia libertária e a cultura anarquista para entender as propostas de construção ética de novos sujeitos libertários. Ao mesmo tempo, analisa também as contradições em relações a temas como aborto, maternidade e amor livre, que foram muito debatidos pelas militantes do Mujeres Libres para promover uma verdadeira igualdade entre homens e mulheres e enfrentar as resistências cotidianas presentes até mesmo dentro do movimento anarquista. Objetiva-se mostrar que a análise dessas experiências, realizada a partir dos arcabouços teóricos propostos por Foucault, pode iluminar aspectos antes esquecidos dessa rica história. Além disso, mostra que o próprio trabalho do historiador é radicalmente modificado quando formulado a partir de um diálogo com esse filósofo.
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