A PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO VERSUS “EPIDEMIAS REINANTES”: AÇÕES DE ESTADO E MOBILIZAÇÃO POPULAR NA PASSAGEM DA FEBRE AMARELA E DO CÓLERA (1850-1856)

Sebastião Pimentel Franco, André Nogueira

Resumo


O presente artigo objetiva discutir as práticas de assistência e controle da Província do Espírito Santo no contexto das vagas epidêmicas da febre amarela e do cólera. Em consonância com as argumentações de Rosemberg (1992), a passagem de uma epidemia é uma experiência extrema e desconcertante, forçando uma modificação de hábitos sociais e das formas mais elementares de funcionamento daquela coletividade, além, obviamente, da dor e das mortes que provoca. Da mesma forma, uma epidemia também suscita ações e reflexões – “lições” nos termos do autor – multifacetadas para responder e “se livrar” dela. Assim, nos interessa analisar as ações do governo provincial para enfrentar a visita inconveniente das epidemias de febre amarela e cólera e as formas – igualmente várias e, em nada passivas – de manifestações da população da Província diante dessas doenças. Nossa interpretação está calcada na análise de documentação administrativa (correspondências, relatórios, etc) e nas notícias veiculadas pelo Correio da Victória, único jornal a circular na Província no período em tela.

Palavras-chave


Epidemias (Febre Amarela e Cólera); Assistência; Políticas Públicas de Saúde; Espírito Santo, Século XIX

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v65i1.53896

Licença Creative Commons Os textos da revista estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
 
História: Questões & Debates. ISSN: 0100-6932 e e-ISSN: 2447-8261.
Uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (PPGHIS-UFPR) - com apoio da da Associação Paranaense de História (APAH)

Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 460, 7º andar
Curitiba – Paraná – Brasil - CEP: 80060-150