Potencial de armazenamento de carbono na infraestrutura escolar como estratégia de sustentabilidade: estudo de caso
DOI:
https://doi.org/10.5380/rf.v56i1.103322Palavras-chave:
Produtos de madeira, CO₂ biogênico, Mudanças climáticasResumo
O presente estudo teve como objetivo estimar o estoque de carbono em produtos de madeira na Escola Secundária Eduardo Mondlane, localizada em Maputo, Moçambique. Foi utilizada amostragem aleatória simples em cinco salas de aula, nas quais se mensuraram as dimensões e a umidade do mobiliário escolar (carteiras, portas, janelas, quadros, mesas e cadeiras). A partir desses dados, calcularam-se os volumes, a densidade aparente e os estoques de CO₂, conforme a norma EN 16449:2014. Os resultados indicaram que as carteiras mistas (madeira e metal) armazenam, em média, 308,56 kg de CO₂ por unidade, enquanto as carteiras 100% de madeira maciça acumulam 511,08 kg. As portas apresentaram os maiores valores, com 1.834,68 kg de CO₂ por unidade, ao passo que os quadros armazenaram 23,54 kg. O estoque total de carbono na escola foi estimado em 244.091,0kg de CO₂, correspondente a 290,58 kg/m², considerando uma área média de 56 m² por sala de aula. Conclui-se que os produtos de madeira em escolas públicas constituem um importante reservatório de carbono, contribuindo significativamente para a mitigação das mudanças climáticas.
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