Judicialização de medicamentos não incorporados ao SUS

impactos na igualdade de acesso ao Direito Humano à Saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/cejur.v4i1.102409

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar, sob uma perspectiva crítica, se e em que medida a judicialização de medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) contribui para o aprofundamento das iniquidades no acesso ao direito humano à saúde no Brasil. Em um primeiro momento, apresenta-se o fenômeno da judicialização de medicamentos não padronizados no SUS; em seguida, discute-se como desigualdades socioeconômicas, especialmente quando interseccionadas com marcadores sociais, como raça e gênero, dificultam ou inviabilizam o acesso ao Poder Judiciário. Por fim, examinam-se os limites da atuação judicial em matéria de políticas públicas distributivas, após a fixação da tese do Tema 6 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que culminou na edição da Súmula Vinculante nº 61. A pesquisa adota metodologia qualitativa, com abordagem bibliográfica e documental. Conclui-se que a judicialização seletiva reforça injustiças sociais no acesso a bens e serviços de saúde, favorecendo indivíduos com melhor possibilidade de acionar o Poder Judiciário e redirecionando recursos públicos das políticas universais para a satisfação de demandas individuais, em detrimento, sobretudo, da população que depende exclusivamente do SUS. 

Biografia do Autor

Bianca de Oliveira, Universidade Federal do Paraná - UFPR

Graduada em Direito pelo Centro Universitário Santa Cruz de Curitiba (UniSantaCruz), Pós-graduada em  Direito Civil e Processo Civil pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul (FMP), Mestranda em  Direitos Humanos e Democracia pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (PPGD/UFPR), Bolsista do Programa de Excelência Acadêmica (CAPES/PROEX). E-mail: advogadabiancadeoliveira@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-8452-6447

Thamirys Cristina Mello de Oliveira, Universidade Federal do Paraná - UFPR

Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Pós-graduanda em Direito Civil e Processo Civil pelo Gran Cursos, Mestranda em Direitos Humanos e Democracia pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (PPGD/UFPR). E-mail: thamys.mello21@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-4232-4299

Alexia Caroline Gonçalves de Assis, Universidade Federal do Paraná - UFPR

Graduada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),  Mestranda em Direito do Estado pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (PPGD/UFPR). Bolsista do Programa de Excelência Acadêmica (CAPES/PROEX). E-mail: alexiacgassis@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-8504-9435

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Publicado

2026-07-30

Como Citar

de Oliveira, B., Cristina Mello de Oliveira, T., & Gonçalves de Assis, A. C. (2026). Judicialização de medicamentos não incorporados ao SUS: impactos na igualdade de acesso ao Direito Humano à Saúde. Revista Eletrônica Do CEJUR, 4(1). https://doi.org/10.5380/cejur.v4i1.102409