Berotec, Depakene e Zodel: ambiguidades farmacológicas no contexto da Síndrome Congênita do Vírus Zika em Recife/PE

Autores

  • Soraya Fleischer DAN/UnB
  • Ana Claudia de Camargo PPGAS/UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5380/cra.v22i2.80335

Palavras-chave:

epidemia, síndrome congênita do vírus Zika, medicamentos

Resumo

A síndrome congênita decorrente da infecção pelo vírus Zika (SCVZ) é uma condição de saúde com muitos sintomas e graus de deficiência nas crianças infectadas. Essa infância é perpassada intensamente pela biomedicina, seus profissionais e suas tecnologias, em especial hospitais e medicamentos. Com o objetivo mais amplo de conhecer as consequências a longo prazo que uma epidemia deixa, os medicamentos têm se revelado uma boa pista etnográfica no caso da SCVZ. Berotec, Depakene e Zodel, três medicamentos muito citados e usados por essas famílias da Grande Recife/PE, onde essa pesquisa foi realizada, servirão para conhecer os impactos da epidemia; apresentar algumas dessas interlocutoras; adentrar no contexto de convivência e cuidados diários com a SCVZ; e notar como essa presença farmacológica não é suave. Embora onipresentes nesse contexto epidemiológico, os medicamentos não contam com imagens fixas e estáticas e, a todo tempo, são testados, questionados, revistos, reposicionados e até evitados.

Biografia do Autor

Soraya Fleischer, DAN/UnB

Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Professora Associada 2 da Universidade de Brasília (UnB). Cocoordenadora do Coletivo de Antropologia e Saúde Coletiva (CASCA) e do Mundaréu - podcast de Antropologia.

Ana Claudia de Camargo, PPGAS/UFSC

Mestranda em Antropologia Social pela Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Coletivo de Antropologia e
Saúde Coletiva (CASCA)

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Publicado

2021-12-20

Como Citar

Fleischer, S., & Camargo, A. C. de. (2021). Berotec, Depakene e Zodel: ambiguidades farmacológicas no contexto da Síndrome Congênita do Vírus Zika em Recife/PE. Campos - Revista De Antropologia, 22(2), 246–267. https://doi.org/10.5380/cra.v22i2.80335

Edição

Seção

Artigos