Os usos do perfil – formas de ensino e práticas da diferença em escolas de teatro musical
DOI:
https://doi.org/10.5380/cra.v21i2.74207Palabras clave:
corpos, sistemas de classificação, perfil, escolas de teatro musical, formas de ensino.Resumen
Este artigo descreve aulas de “audição” de duas escolas de teatro musical – uma em São Paulo e outra em Nova York. O texto pretende, de um lado, adensar a discussão sobre um ambiente pedagógico ainda pouco explorado pela literatura da antropologia da educação: as escolas de teatro. E, de outro, analisar as práticas de ensino adotadas. Para isso, persigo os usos da categoria “perfil” nas salas de aula e nas falas de docentes e de estudantes. Tal categoria, fundamental no vocabulário desses ambientes, confere acesso para discutir sistemas de classificação que hierarquizam corpos e atualizam normativas de gênero, sexualidade e raça no cotidiano pedagógico. Com base em pesquisa de campo e em entrevistas, procurei responder as seguintes perguntas: como se aprende o “perfil”? Como essa convenção produz diferenças e desigualdades nos corpos de estudantes?
Citas
Alegria, Paula. 2018. “‘Vai ter viado se beijando, sim!’: gênero, sexualidade e juventude entre alunos do movimento estudantil secundarista de uma escola pública federal do Rio de Janeiro”. Teoria e Cultura 13(1): 36-50. doi: https://doi.org/10.34019/2318-101X.2018.v13.12395
Araújo, Carolina P. de. 2009. Ensaio sobre o ator: a criação de si e o aprendizado da atuação. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Bazzo, Juliane. 2017a. “A agência da noção de bullying no contexto brasileiro a partir da etnografia de uma experiência escolar”. Horizontes Antropológicos 49 (3): 203-231. doi: https://doi.org/10.1590/s0104-71832017000300008
Bazzo, Juliane. 2017b. “Da tortuosa elucidação do trágico: a agência da noção de bullying em meio a eventos extremos de violência juvenil”. Iluminuras 18 (44): 38-73. doi: https://doi.org/10.22456/1984-1191.75733
Brah, Avtar. 2006. “Diferença, diversidade, diferenciação”. Cadernos Pagu 26(1): 329-365. doi: ht¬tps://doi.org/10.1590/S0104-83332006000100014
Carneiro da Cunha, Manuela. 2009. “‘Cultura’ e cultura: conhecimentos tradicionais e direitos inte¬lectuais”. Pp. 311-374 in Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo: Cosac & Naify.
Carvalho, Marília Pinto de. 2004. “O Fracasso escolar de meninos e meninas: articulações entre gênero e cor/raça”. Cadernos Pagu 22: 247-290. doi: https://doi.org/10.1590/S0104-83332004000100010
Cesar, Rafael do Nascimento. 2018. “A fragata negra – tradução e vingança em Nina Simone”. Mana 24(1): 39-70. doi: https://doi.org/10.1590/1678-49442018v24n1p039
Cipiniuk, Tatiana Arnaud. 2014. “Etnografia em uma escola pública e seus desafios: um olhar sobre métodos aplicados no itinerário do trabalho de campo”. Educere et Educare 17: 83-91. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/view/10309. Acesso em 13 jan 2021.
Coelho, Maria Claudia. 1989. Teatro e contracultura: um estudo de antropologia social. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Corrêa, Mariza. 2007. “Sobre a invenção da mulata”. Pp. 243-254 in Olhares Feministas, org. H.P. Melo et al. Brasília: Ministério da Educação, UNESCO.
Crenshaw, Kimberlé. 1991. “Mapping the margins: intersectionality, identity politics, and violence against women of color”. Stanford Law Review 43(6): 1241-1299. doi: https://doi.org/10.2307/1229039
Dauster, Tania. 2015. “Um diálogo sobre as relações entre etnografia, cultura e educação – representações e práticas”. Linhas Críticas 44(21): 39-56. doi: https://doi.org/10.26512/lc.v21i44.4465
Escoura, Michele. 2012. Girando entre princesas: performances e contornos de gênero em uma etnografia com crianças. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Univer¬sidade de São Paulo.
Fonseca, Claudia. 1999 “Quando cada caso não é um caso: pesquisa etnográfica e educação”. Revista Brasileira de Educação 10 (1): 58-78. Disponível em: http://www.lite.fe.unicamp.br/papet/2003/ep145/revist.htm. Acesso em 13 jan 2021.
Gomes, Nilma Lino. 2005. “Educação e relações raciais: refletindo sobre algumas estratégias de atuação”. Pp. 143-154 in Superando o Racismo na escola, org. K. Munanga. 2 ed. Brasil: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
Gonzalez, Lélia. 1983. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. Ciências Sociais Hoje 2: 223-244.
Gusmão, Neusa Maria M. de. 2015. “Antropologia e educação: um campo e muitos caminhos” Linhas Críticas 44(21): 19-37. doi: https://doi.org/10.26512/lc.v21i44.4463
Gusmão, Neusa Maria M. de.1997. “Antropologia e educação: origens de um diálogo”. Cadernos Cedes 43: 8-25. doi: https://doi.org/10.1590/S0101-32621997000200002
Hirano, Luis Felipe. 2013. “O imaginário da branquitude à luz da trajetória de Grande Otelo: raça, persona e estereótipo em sua performance artística”. Afro-Ásia 48: 77-125. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0002-05912013000200003
Hirano, Luis Felipe. 2015. “O olhar oposicional e a forma segregada: raça, gênero, sexualidade e corpo na cinematografia hollywoodiana e brasileira (1930-1950)”. Aceno 3(2): 142-158. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/article/view/2646. Acesso em 13 jan 2021.
Junqueira. Rogério D. 2010. “‘A homofobia não é um problema. Aqui não há gays nem lésbicas!’ – Estratégias discursivas e estados de negação da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nas escolas”. Revista de Psicologia da Unesp 9 (1): 123-139. Disponível em: https://seer.assis.unesp.br/index.php/psicologia/article/view/448. Acesso em 13 jan 2021.
Lave, Jean. 2015. “Aprendizagem como/na prática”. Horizontes Antropológicos 44: 37-47. doi: https://doi.org/10.1590/S0104-71832015000200003
Macedo, Renata G. M. 2019. Escolhas possíveis: narrativas de classe e gênero no ensino superior privado. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade de São Paulo.
Machado, Bernardo F. 2018. Atos da diferença: trânsitos teatrais entre São Paulo e Nova York no início do século XXI. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universida¬de de São Paulo.
Machado, Bernardo F. 2019. “Intérpretes de masculinidades: estratégias de jovens atores para realizar seus personagens”. Pp 134-153 in Marcadores sociais das diferenças: fluxos, trânsitos e intersecções, org. L.F. Hirano, M. Acuña e B. F. Machado. Goiânia: Editora Imprensa Universitária.
Machado, Bernardo F. 2020a. “Interpreters of difference: ‘universal’ communication and the national body of brazilian artists in the USA”. Vibrant Virtual Braz. Anthr. 17: e17703. doi: https://doi.org/10.1590/1809-43412020v17d703
Machado, Bernardo F. 2020b. “Social Experience and US Musical Theatre on São Paulo’s stages”. Sociologia & Antropologia. 10(3): 957-980. doi: https://doi.org/10.1590/2238-38752020v1038
Miranda, Ana Paula M. de e Bóris Maia. 2017. “Olhares, xingamentos e agressões físicas: a presença e a (in)visibilidade de conflitos referentes às relações de gênero em escolas públicas do Rio de Janeiro”. Horizontes Antropológicos 49(23): 177-202. doi: https://doi.org/10.1590/s0104-71832017000300007
Moutinho, Laura. 2004. Razão, “cor” e desejo: uma análise
comparativa sobre relacionamentos afetivo-sexuais “inter-raciais” no Brasil e na África do Sul. São Paulo: Fundação Editora Unesp.
Moutinho, Laura. 2014. “Diferenças e desigualdades negociadas: raça, sexualidade e gênero em produções acadêmicas recentes”. Cadernos Pagu 42(1): 201-248. doi: https://doi.org/10.1590/0104-8333201400420201
Pereira, Alexandre Barbosa. 2017. “Do controverso ‘chão da escola’ às controvérsias da etnografia: aproximações entre antropologia e educação”. Horizontes Antropológicos 49(23): 149-176. doi: ht¬tps://doi.org/10.1590/s0104-71832017000300006
Piscitelli, Adriana. 2008. “Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras”. Sociedade e Cultura 11(2): 263-274. doi: https://doi.org/10.5216/sec.v11i2.5247
Piscitelli, Adriana. 2011. “Amor, apego e interesse: trocas sexuais, econômicas e afetivas em cenários transnacionais”. Pp. 537-582 in Gênero, sexo, amor e dinheiro: mobilidades transnacionais envolvendo o Brasil, org. A. Piscitelli, G.O. Assis & J.M. Olivar. Campinas: Coleção Encontros Pagu/Núcleo de Estudos de Gênero UNICAMP.
Peres, Angela D. 2013. Entre o querer ser e o tornar-se: um estudo etnográfico sobre aspirantes à carreira de ator de televisão. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pontes, Heloisa. 2010. Intérpretes da Metrópole: História Social e relações de gênero no teatro e no campo intelectual, 1940-1968. São Paulo: EDUSP.
Ratts, Alex. 2016. “Corporeidade e diferença na geografia escolar e na geografia da escola: uma abordagem interseccional de raça, etnia, gênero e sexualidade no espaço educacional”. Terra Livre 31 (1): 114-141. Disponível em: https://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/article/view/680. Acesso em 13 jan. 2021.
Ribeiro, Andrea R. 2008. Criação de sujeitos e identidades em uma escola de teatro: um estudo antropológico. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Sedgwick, Eve K. 2007. “A Epistemologia do Armário”. Cadernos Pagu 28: 19-54. doi: https://doi.org/10.1590/S0104-83332007000100003.
Silva, Cármen D. et al. 1999. “Meninas bem-comportadas, boas alunas; meninos inteligentes, indisciplinados”. Cadernos de Pesquisa 107: 207-225. doi: https://doi.org/10.1590/S0100-15741999000200009.
Sobral, Luís Felipe. 2015. Bogart duplo de Bogart: pistas da persona cinematográfica de Humphrey Bogart, 1941-1946. São Paulo: Terceiro Nome.
Steves, Gerson da Silva. 2015. A Broadway não é aqui: Panorama do Teatro Musical no Brasil. São Paulo: Giostri.
Tassinari, Antonella. 2015. “Produzindo corpos ativos: a aprendizagem de crianças indígenas e agricultoras através da participação nas atividades produtivas familiares”. Horizontes Antropológicos 44: 141-172. doi: https://doi.org/10.1590/S0104-71832015000200007.
Tosta, Sandra Pereira. 2013. “Antropologia e educação: interfaces em construção e as culturas na escola”. Revista Inter-Legere 9(1): 234-252. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/interlegere/article/view/4415. Acesso em 13 jan. 2021.
Documentos:
Bureau of Labor Statistics. Usual weekly earnings of wage and salary workers, second quarter 2018. U. S. Department of Labor. 17 jul. 2018.
Reportagem Local. 2005. “Desgaste é ‘sobre-humano’, diz o Fantasma brasileiro”. Folha de S. Paulo, 20 abr. 2005. Ilustrada: E3.
Descargas
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
1 Los autores conservan los derechos de autor del trabajo publicado bajo Creative Commons - Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) que permite:
Compartir: copiar y redistribuir material en cualquier medio o formato
Adaptar: remezclar, transformar y construir a partir del material.
De acuerdo con los siguientes términos:
Atribución: debe otorgar el crédito adecuado, proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se han realizado cambios. Debe hacerlo bajo cualquier circunstancia razonable, pero de ninguna manera que sugiera que el licenciante lo respalda a usted o su uso.
No comercial: no puede utilizar el material con fines comerciales.
2 Los autores están autorizados a distribuir la versión del trabajo publicado en esta revista, en repositorios institucionales, temáticos, bases de datos y similares, con reconocimiento de la publicación inicial en esta revista;
3 Los trabajos publicados en esta revista serán indexados en las bases de datos, repositorios, portales, directorios y demás fuentes en las que la revista esté y estará indexada.
