Tristeza, disforia e bem-estar: perspectivas etnográficas sobre a escolarização de Pessoas Trans

Alef de Oliveira Lima

Resumo


A proposta deste artigo é atentar etnograficamente para as questões e demandas trazidas por estudantes Trans sobre seu processo de escolarização. A partir da minha experiência como docente voluntário no Coletivo pela Educação Popular, TransEnem, sediado em Porto Alegre (RS), tensiono a vivência escolar dos discentes Trans de modo a percebê-la como algo mais que apenas a passagem pela escola.  Por meio de notas retiradas do meu diário de campo e depoimentos feitos durante a construção de oficinas de pesquisa com os/as discentes, constrói-se uma narrativa sobre os sentimentos, a corporeidade, os significados e as percepções que atravessam as potencialidades e vulnerabilidades do ser Trans nos espaços e tempos pedagógicos. O texto ainda problematiza aspectos referentes a subjetivação das identidades Trans e marca os processos políticos da aprendizagem dessas identidades frentes aos diferentes espaços de socialização.


Palavras-chave


Etnografia; Escolarização; Pessoas Trans; Disforia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cra.v22i1.70305

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