Entre Visagens e Casarões: Considerações sobre formas de vulnerabilidade a partir dos vigilantes do Centro Histórico de São Luís
DOI:
https://doi.org/10.5380/cra.v20i1.65030Palavras-chave:
Casarões, Espíritos, Vulnerabilidade.Resumo
Este artigo parte da minha pesquisa de mestrado com vigilantes de prédios públicos em São Luís, localizados no perímetro histórico da cidade. Visagens, espíritos ou assombrações, acompanham cotidianamente o trabalho de vigilantes nos casarões e são identificados por diversas formas de mani-festação – sons, cheiros, toques ou aparições. Neste trabalho, proponho uma análise da relação de con-vivência entre pessoas, casas e seres intangíveis, tendo como ponto de partida perspectivas de proteção e desproteção. Dessa forma, organizo o texto em dois momentos: o primeiro, dedica-se a reunir noções de proteção/desproteção a partir da trajetória de Joana, uma das vigilantes do casarão; o segundo, bus-ca apresentar como intervenções não humanas (animais, ação do tempo/natureza) podem impactar os casarões, tornando-os possivelmente vulneráveis. A partir disso, busco apresentar como noções de proteção/risco podem ter seus sentidos transformados, e podem revelar engajamentos entre diferentes agências – como humanos, natureza, tempo ou seres intangíveis.
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