Entre Visagens e Casarões: Considerações sobre formas de vulnerabilidade a partir dos vigilantes do Centro Histórico de São Luís

Autores

  • Gabriela Lages Gonçalves Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

DOI:

https://doi.org/10.5380/cra.v20i1.65030

Palavras-chave:

Casarões, Espíritos, Vulnerabilidade.

Resumo

Este artigo parte da minha pesquisa de mestrado com vigilantes de prédios públicos em São Luís, localizados no perímetro histórico da cidade. Visagens, espíritos ou assombrações, acompanham cotidianamente o trabalho de vigilantes nos casarões e são identificados por diversas formas de mani-festação – sons, cheiros, toques ou aparições. Neste trabalho, proponho uma análise da relação de con-vivência entre pessoas, casas e seres intangíveis, tendo como ponto de partida perspectivas de proteção e desproteção. Dessa forma, organizo o texto em dois momentos: o primeiro, dedica-se a reunir noções de proteção/desproteção a partir da trajetória de Joana, uma das vigilantes do casarão; o segundo, bus-ca apresentar como intervenções não humanas (animais, ação do tempo/natureza) podem impactar os casarões, tornando-os possivelmente vulneráveis. A partir disso, busco apresentar como noções de proteção/risco podem ter seus sentidos transformados, e podem revelar engajamentos entre diferentes agências – como humanos, natureza, tempo ou seres intangíveis.

 

Biografia do Autor

Gabriela Lages Gonçalves, Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais.

Referências

BLANES, Ruy. ESPÍRITO SANTO, Diana. 2014. “Introduction: on the agency of intangible”. In: R. Blanes & D. Espírito Santo (orgs.). The Social Life of Spirits. Chicago and London: The University of Chicago Press.

CAMARGO, Fernando Monteiro.2016. “Desenhando nas margens. Diário de campo visual de uma experiência etnográfica”. Cadernos de Arte e Antropologia Vol.5(2): 103-107. https://doi.org/10.4000/cadernosaa.1139

DAMATTA, Roberto. 1997. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro: Rocco.

DAS, Veena. 2016. “O ato de testemunhar: violência, gênero e subjetividade”. Cadernos Pagu, 37:9-41. https://doi.org/10.1590/S0104-83332011000200002

GONÇALVES, Gabriela Lages. 2019. Quem vigia o casarão? Uma análise sobre a convivência entre vigilantes e seres intangíveis no Centro Histórico de São Luís. Dissertação (mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Universidade Federal do Maranhão, São Luís.

INGOLD, Tim. 2012. “Trazendo as coisas de volta à vida: emaranhados criativos num mundo de materiais”. Horizontes Antropológicos, 18(37): 25-44. https://doi.org/10.1590/S0104-71832012000100002

INGOLD, Tim. 2015. “A antropologia ganha vida”. In: T. Ingold. Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes.

LEAL, Ondina Fachel. ANJOS, José Carlos Gomes dos. 1999. “Cidadania de quem? Possibilidades e limites da antropologia”. Horizontes Antropológicos, 5(10):151-173. https://doi.org/10.1590/S0104-71831999000100007

PREFEITURA DE SÃO LUÍS. Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH). Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). São Luís: Ilha do Maranhão e Alcântara: Guia de Arquitetura e Paisagem. Ed. Junta de Andalucia. 2008.

TSING, Anna. 2015. “Margens Indomáveis: cogumelos como espécies companheiras”. Ilha Revista de Antropologia, Vol.17(1):177-201. https://doi.org/10.5007/2175-8034.2015v17n1p177

Downloads

Publicado

2019-11-29

Como Citar

Gonçalves, G. L. (2019). Entre Visagens e Casarões: Considerações sobre formas de vulnerabilidade a partir dos vigilantes do Centro Histórico de São Luís. Campos - Revista De Antropologia, 20(1), 122–133. https://doi.org/10.5380/cra.v20i1.65030

Edição

Seção

Dossiê