Discriminação e Anti-Discriminação na Espanha: O caso das mulheres muçulmanas

Gunther Dietz

Resumo


Nos últimos quinze anos, a Espanha tem experimentado um forte incremento da população imigrante, na qual se destaca um importante percentual de muçulmanos magrebinos. Paralelamente, desde os finais do franquismo, tem-se observado em cidades andaluzas como Granada e Córdoba uma tendência de conversão ao Islã por parte da população autóctone. Ambos os fenômenos se fazem acompanhar por atitudes anti-muçulmanas e anti-mouras, que refletem diferentes dimensões de discriminação disseminadas em amplos setores da opinião pública espanhola e que se articulam sobretudo em estereótipos e atitudes historicamente arraigados esgrimidos frente às mulheres muçulmanas, tanto imigrantes quanto convertidas. Neste artigo, tomamos o estudo de caso da discriminação contra as mulheres muçulmas para, em primeiro lugar, contextualizar o incipiente debate sobre discriminação e anti-discriminação dentro de dois marcos conceptuais específicos: o multiculturalismo e as políticas de identidade, de um lado; e as políticas públicas da diferença, de outro. Em segundo lugar analisamos o caso etnográfico mencionado, para finalmente esboçar o surgimento das atuais políticas estatais anti-discriminação na Espanha e em nível europeu.

Palavras-chave


discriminação; anti-discriminação; islamofobia; Islã; gênero; discriminación; anti-discriminación; islamofobia; Islam; género; discrimination; anti-discrimination; islamfobia; Islam; gender

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cam.v6i0.4516

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