Agentes Comunitários de Saúde: Transitando e atuando em diferentes racionalidades no rio Tapajós, Pará, Brasil

João Valentin Wawzyniak

Resumo


Analisar a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde - ACS - em comunidades ribeirinhas do rio Tapajós, estado do Pará, Brasil, é o principal objetivo deste artigo. Esses agentes são considerados - por organismos internacionais, nacionais e estaduais - como elementos fundamentais na atenção primária à saúde por serem membros da comunidade onde atuam. Entretanto, nas suas atividades cotidianas, transitam no espaço fronteiriço entre o modelo terapêutico tradicional e o biomédico, e entre a racionalidade das políticas públicas em saúde e a lógica política local. Pretende-se compreender como os ACSs articulam tais esferas segundo orientações culturais, bem como as implicações da implementação e execução de políticas públicas em saúde direcionadas à população ribeirinha. O material etnográfico foi obtido durante pesquisa de campo realizada entre 2005 e 2007 nas comunidades ribeirinhas situadas no perímetro da Floresta Nacional do Tapajós e nas cidades de Santarém e Belterra.


Palavras-chave


agente comunitário de saúde; antropologia da saúde; modelos terapêuticos; ribeirinhos; saúde pública

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/cam.v10i2.20164

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