Ciberativismo e mediação cultural da informação
paralelos a partir dos perfis @apiboficial e @juventude_sanaud no Instagram
DOI:
https://doi.org/10.5380/atoz.v14.97645Palabras clave:
Mediação Cultural da Informação, Ciberativismo, Redes SociaisResumen
Introdução: O surgimento das redes sociais propiciou a ampliação do ciberativismo como modalidade de mobilização contra-hegemônica, principalmente a partir do ponto de vista de grupos minoritários. Devido ao seu caráter marcadamente informacional busca-se aqui identificar suas práticas com o conceito de Mediação Cultural da Informação. Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem quali-quantitativa. A coleta e a análise dos dados deram-se a partir das postagens realizadas no feed dos perfis @apifboficial e @juventude_sanaud, entre 1 e 31 de outubro de 2023, de acordo com as seguintes categorias: quantidade de postagens por data de publicação, origem dos posts e temática abordada em postagens de origem interna ou externa publicadas no perfil. Resultados: Identificou-se na pesquisa que as páginas estiveram, de acordo com suas possibilidades, plenamente ativas durante o período e envolvidas nos debates políticos relacionados ao grupo ou conjunto de grupos minoritários que representam, partindo da singularidade e da particularidade dos próprios grupos para mediar informação e denunciar as violências contra eles infringidas. Conclusão: A pesquisa aqui realizada não consegue determinar de forma categórica que as práticas ciberativistas são efetivamente práticas de Mediação Cultural da Informação, entretanto, considera-se aqui que a apropriação do conceito de Mediação Cultural da Informação para a compreensão das práticas ciberativistas já dá início à possibilidade de ampliar a visão sobre tais práticas, de modo a compreender como elas contribuem para o compartilhamento e uso da informação e como, a partir da informação, desenvolvem caminhos alternativos para transformação dos sujeitos e da realidade.
Citas
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