Os fundamentos morais sobre o ambiente
gênero e inclinação política em Portugal, Brasil e Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.5380/atoz.v14.92175Palavras-chave:
Fundamentos morais, Ambiente, Alterações Climáticas, Brasil, Moçambique, PortugalResumo
Introdução: Este artigo, situado na intercepção entre os estudos sobre sociologia da comunicação e das mídias e o debate do tema sobre as alterações climáticas nas redes digitais, apresenta os resultados de um estudo que relaciona a teoria dos fundamentos morais com a questão ambiental. O estudo foi realizado entre o Brasil, Moçambique e Portugal. Método: aplicou-se o Questionário dos Fundamentos Morais (QFM) a 301 jovens do Brasil, de Moçambique e de Portugal, com uma adaptação para a temática das alterações climáticas. Posteriormente, foi feita uma análise de dados com recurso ao SPSS. Resultados: Os resultados indicam que os respondentes brasileiros se envolveram com sentenças morais mais relacionadas ao dano/cuidado e à justiça/trapaça, enquanto os moçambicanos e os portugueses mais com sentenças morais de autoridade. Identificou-se também que as mulheres são mais sensíveis às sentenças morais sobre dano/cuidado ambiental e justiça ambiental comparativamente aos homens. Verificou-se ainda que os respondentes de esquerda e neutros são mais sensíveis às sentenças morais de Dano e Justiça, enquanto que os respondentes da direita política atribuem maior sensibilidade às sentenças morais ligadas à autoridade/hierarquia. Conclusão: em função da nacionalidade e do gênero, existe alteração dos posicionamentos morais sobre as questões das alterções climáticas.
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