O espaço para brincar como direito para crianças da região fronteiriça do Pantanal Sul

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/ra.v18i1.102078

Resumo

Com o objetivo de analisar os espaços públicos destinados ao brincar, realizou-se uma pesquisa de campo nas cidades de Corumbá e Puerto Quijarro, com a finalidade de identificar e quantificar esses locais, tanto na proporção número de praças/população e escolares/playgrounds. Foram mapeadas 19 praças, sete em Corumbá e 12 em Puerto Quijarro. Os resultados apontaram uma diferença proporcional nas duas variáveis: Corumbá dispõe, em média, de uma praça para cada 13.8 mil habitantes, uma praça com playground para cada 4.1 mil escolares e Puerto Quijarro possui uma para cada 1,5 mil habitantes e uma praça com playground para cada 230 escolares. Sendo assim, Puerto Quijarro oferece mais espaços públicos de lazer por habitante, bem como playgrouns por criança. Esses dados evidenciam a insuficiência de áreas adequadas para o brincar livre das crianças em Corumbá. Essa carência pode ser interpretada como um reflexo da negligência do poder público quanto à efetivação de um direito fundamental da infância: o direito de brincar com segurança, liberdade e acesso garantidos.

Biografia do Autor

Nathan Jesus da Silva, UFMS

Professor de Educação Física, formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Mestrando em Estudos Fronteiriços pela mesma universidade.

Antonio Iderlian Pereira de Sousa, UFMS

Geógrafo. Bacharel em Geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados.  Licenciado em Geografia pela Faculdade Única de Ipatinga. Mestre em Geografia pela UFGD. Doutorando em Geografia pela UFGD.

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Jesus da Silva, N., Pereira de Sousa, A. I., & Zaim-de-Melo, R. (2026). O espaço para brincar como direito para crianças da região fronteiriça do Pantanal Sul. Revista Da ALESDE, 18(1). https://doi.org/10.5380/ra.v18i1.102078