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EFEITOS DE RESTOS CULTURAIS DE MILHO NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DE CAFEEIROS

André Cabral FRANÇA, Itamar Ferreira de SOUZA, Luis Wagner Rodrigues ALVES, Renato Ribeiro de LIMA, Eliane Queiroga de OLIVEIRA

Resumo


A implantação da cultura de café em áreas plantadas com milho em anos anteriores tem mostrado efeitos negativos sobre o desenvolvimento das mudas transplantadas, provavelmente devido aos aleloquímicos do milho deixados no solo. Com o objetivo de identificar, em casa-de-vegetação, os efeitos que palhas de milho exercem sobre o crescimento inicial de plantas de café, foi instalado um experimento, na UFLA, Lavras – Minas Gerais. Os tratamentos foram constituídos de cultivares de café e incorporações de palhas de híbridos de milho colhidas em campo, no estádio 2, emissão do pendão. Efetuou-se a incorporação na proporção de 8 t ha-1 de palha seca, em seguida plantou-se as mudas, sendo estas avaliadas aos 7, 30, 60 e 90 dias após o plantio. O híbrido de milho GNZ 2004, quando incorporado, causou aumento de 18,76% na área foliar de plantas de café, em relação ao tratamento sem palha aos 90 DAP. O teor de clorofila e a biomassa seca do caule do cultivar de café Catucaí foram prejudicados pela palha do híbrido de milho GNZ2005, entretanto, o Topázio foi beneficiado pela palha do GNZ2004. A incorporação de palha dos híbridos GNZ2004 e P30K75 favoreceram o acúmulo de biomassa pelas raízes de plantas de café aos 90 DAP.  


Palavras-chave


alelopatia; Zea mays; Coffea arabica

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rsa.v8i3.9539