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PRODUTIVIDADE DE CULTURAS SOB DIFERENTES DOSES DE ESTERCO LÍQUIDO DE GADO DE LEITE E DE ADUBO MINERAL

Volnei PAULETTI, Milena BARCELLOS, Antonio Carlos Vargas MOTTA, Beatriz MONTE SERRAT, Ivo Rodrigues dos SANTOS

Resumo


O Paraná possui o quinto maior rebanho bovino leiteiro do Brasil, que gera um grande volume de esterco líquido. Entretanto, existe carência local de estudos de longo prazo que avaliem a aplicação desse esterco como adubo em culturas anuais. Foi conduzido um experimento a campo durante seis anos, de 1997 a 2003, em um Latossolo Bruno, em Castro, Paraná. O objetivo foi determinar a resposta de culturas de inverno e de verão a diferentes doses de esterco líquido de gado de leite (0, 15, 30 e 45 m3 ha-1) combinado com frações da adubação mineral de semeadura recomendada para produção de grãos (0, 50 e 100%). As culturas avaliadas foram cultivadas sob plantio direto na rotação soja/aveia preta/milho/trigo/feijão/aveia branca. A adubação mineral de semeadura não influenciou a produtividade de grãos de soja, feijão, milho e trigo, mas teve efeito residual sobre a produtividade de matéria seca da aveia preta e da aveia branca. A produtividade de grãos da soja e de matéria seca da aveia preta não foi alterada pela aplicação de esterco. Nas safras em que houve efeito da adubação orgânica com esterco líquido de gado de leite, as doses para as máximas produtividades de grãos foram de 28 m3 ha-1 ano-1 no feijão e 44 m3 ha-1 ano-1 no milho, e de matéria seca de aveia branca foi de 41 m3 ha-1. O trigo apresentou resposta linear positiva à aplicação de doses de esterco.


Palavras-chave


adubação orgânica; bovinocultura leiteira; plantio direto; rotação de culturas; organic fertilizer, no-tillage, crop rotation, dairy cattle

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rsa.v9i2.10969