A narração no documentário direto brasileiro: usos e diferenças entre o “modelo sociológico” de 1964 e Martírio (Vincent Carelli, 2016)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5380/2238-0701.2020n21.11

Palabras clave:

Documentário brasileiro, Voz over, Martírio (Vincent Carelli, 2016), Viramundo (Geraldo Sarno, 1964), Maioria Absoluta (1964).

Resumen

O artigo consiste em uma análise comparativa do uso da narração em voz over em documentários de estilo direto dentre dois contextos de realização distintos no Brasil, que são a década de 1960 e os tempos recentes. Os filmes abordados são Viramundo (Geraldo Sarno, 1964), Maioria Absoluta (Leon Hirszman, 1964) – representativos das primeiras investidas do direto no Brasil e e do que Jean-Claude Bernardet (1985) define como “modelo sociológico” – e, em outro momento, Martírio (2016), parte do projeto Vídeo nas Aldeias. Em uma análise buscamos sondar por semelhanças e rupturas nas formas de falar sobre o Outro nesses filmes, nas formas de construção de verdade por parte dos documentaristas, e indagar como a voz do narrador é articulada à voz dos sujeitos documentados; possivelmente levando-nos a inferências sobre a transformação na forma do uso da voz over em documentários militantes brasileiros de estilo direto.

Biografía del autor/a

Carlos Eduardo Ribeiro, Universidade Federal do rio Grande do Sul

Doutorando em Comunicação na Universidade Federal do Rio grande do Sul. Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pelotas. Assistente de Pesquisa na Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Publicado

2021-01-27

Cómo citar

Ribeiro, C. E. (2021). A narração no documentário direto brasileiro: usos e diferenças entre o “modelo sociológico” de 1964 e Martírio (Vincent Carelli, 2016). Ação Midiática – Estudos Em Comunicação, Sociedade E Cultura, 21(1), 221–241. https://doi.org/10.5380/2238-0701.2020n21.11

Número

Sección

Artigos | Articles