A narração no documentário direto brasileiro: usos e diferenças entre o “modelo sociológico” de 1964 e Martírio (Vincent Carelli, 2016)

Carlos Eduardo Ribeiro

Resumo


O artigo consiste em uma análise comparativa do uso da narração em voz over em documentários de estilo direto dentre dois contextos de realização distintos no Brasil, que são a década de 1960 e os tempos recentes. Os filmes abordados são Viramundo (Geraldo Sarno, 1964), Maioria Absoluta (Leon Hirszman, 1964) – representativos das primeiras investidas do direto no Brasil e e do que Jean-Claude Bernardet (1985) define como “modelo sociológico” – e, em outro momento, Martírio (2016), parte do projeto Vídeo nas Aldeias. Em uma análise buscamos sondar por semelhanças e rupturas nas formas de falar sobre o Outro nesses filmes, nas formas de construção de verdade por parte dos documentaristas, e indagar como a voz do narrador é articulada à voz dos sujeitos documentados; possivelmente levando-nos a inferências sobre a transformação na forma do uso da voz over em documentários militantes brasileiros de estilo direto.

Palavras-chave


Documentário brasileiro; Voz over; Martírio (Vincent Carelli, 2016); Viramundo (Geraldo Sarno, 1964); Maioria Absoluta (1964).

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/2238-0701.2020n21.11