A ESTÉTICA DO CONSUMO NA INTERTEXTUALIDADE ENTRE CINEMA E PUBLICIDADE FÍLMICA

Marcelo Eduardo Ribaric

Resumo


Este ensaio analisa um efeito particular na relação dialógica entre o cinema e apublicidade audiovisual, o da estética do consumo, cuja presença se dá como representaçãoda sociedade contemporânea, onde a publicidade não cria nem desencadeia novos hábitosde consumo, apenas refletindo e refratando aqueles hábitos culturais já consagrados nestassociedades, pois ela nada mais é do que uma simples expressão destas culturas. Esteefeito particular da narrativa do filme publicitário endereça as suas mensagens,impregnando a sociedade de uma ordem simbólica e de um poder sedutor construídopelas propriedades da imagem audiovisual; por sua sensibilidade, que lhe permite invadira qualquer momento o espaço individual para constituir imagens intensamenteconvincentes e, sobretudo, por sua inquietante capacidade de “olhar nos olhos” de suaaudiência, quer seja pela televisão, cinema, internet ou mesmo pelo telefone celular,nenhuma das representações do filme publicitário escapa ao caráter sugestivo próprio dapublicidade. Sua imagem em alta definição não visa a nitidez, mas sim, o relevo, aprojeção de uma terceira dimensão, a da mensagem publicitária que procura conseguir,através dos olhares de seus espectadores, o seu sentido social. Por fim, o problema a serinvestigado por esta pesquisa é justamente saber como se dá a construção narrativa dapublicidade contemporânea, base da interação associativa de conteúdos com osprodutos publicizados, buscando impor determinada imagem/signo que não se referediretamente nem ao produto que anuncia, nem à realidade concreta de que se origina, massim, a um sistema de valores vigentes na sociedade a que se dirige a mensagem,reestetizando os signos e seus significados.

Palavras-chave


Publicidade Fílmica; Cultura; Intertextualidade; Consumo; Cinema

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/am.v0i1.25700