Christian Wolff e o direito na guerra (ius in bellum)

uma análise em comparação com a doutrina de Kant

Autores

  • Bruno Cunha UFSJ

DOI:

https://doi.org/10.5380/sk.v24i2.103932

Palavras-chave:

direito natural, guerra justa, punição, intervenção, paz

Resumo

O artigo apresenta a doutrina do direito na guerra <ius in bello> de Christian Wolff, a partir de um diálogo com a posição de Kant. Argumento que, embora Wolff admita a guerra como meio jurídico para a obtenção de direitos, sua teoria estabelece importantes restrições ao seu uso. Demonstro que a guerra justa limita-se à reparação de lesões diretas e que Wolff rejeita tanto a guerra de extermínio quanto o emprego irrestrito das guerras de punição e de subjugação. No que se refere aos artifícios de guerra, demonstro que Wolff os admite em contrapartida à posição de Kant, mas os subordina à finalidade de restauração do direito e os proíbe contra aqueles incapazes de oferecer resistência. Por fim, concluo o artigo defendendo que, apesar de Wolff não romper com a tradição criticada por Kant, sua doutrina da guerra justa deve ser considerada “moderada” e sua doutrina do direito internacional “progressista”.

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Publicado

2026-08-31 — Atualizado em 2026-09-01

Como Citar

Cunha, B. (2026). Christian Wolff e o direito na guerra (ius in bellum): uma análise em comparação com a doutrina de Kant. Studia Kantiana, 24(2), 27–38. https://doi.org/10.5380/sk.v24i2.103932