Kant: rigorismo, imoralidade e imputabilidade na Religião nos limites da simples razão
DOI:
https://doi.org/10.5380/sk.v23i3.101333Palavras-chave:
liberdade, moralidade, mal, imputabilidade, vontade, arbítrioResumo
Meu objetivo neste artigo é, em primeiro lugar, encaminhar uma breve discussão sobre a ocorrência do tema do mal antes da abordagem que encontramos na Religião nos limites da simples razão (1793) e, em seguida, proceder a uma análise interpretativa do prólogo da Primeira Parte dessa obra. Trata-se precisamente do trecho compreendido entre as páginas 19 e 25 do volume 6 da Edição da Academia (RGV, AA 06: 19-25), que é composto por 5 parágrafos em sua parte inicial, seguidos de uma “Observação” contendo mais 4 parágrafos. O que eu pretendo ter encontrado nesses parágrafos são elementos capazes de contribuir para a tese interpretativa de que os instrumentos conceituais que Kant elabora em sua elaboração do conceito da vontade humana, ao mesmo tempo racional e sensivelmente afetada, são pouco apropriados para garantir clareza suficiente para estabelecimento de um conceito de liberdade dessa vontade que seja ao mesmo tempo unívoco e forneça as bases de uma explicação racional para a possibilidade de uma imoralidade livre e imputável.
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