Um resgate histórico dos fractais
evidências, estudos e consolidação de uma área científica
DOI:
https://doi.org/10.5380/recem.v1i1.102851Palavras-chave:
História da Matemática, Historiografia, Geometria Fractal, Constituição de Área CientíficaResumo
Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado que investigou o processo de constituição da Geometria Fractal como área científica, buscando compreender como seus elementos conceituais e sociais se estruturaram ao longo do tempo. O estudo analisa as primeiras manifestações de objetos fractais, o processo até a formalização do termo por Benoit Mandelbrot, em 1975, bem como desdobramentos na pesquisa após essa publicação, situando essas produções no contexto histórico e científico em que emergiram. A investigação fundamenta-se na perspectiva historiográfica proposta por Saito (2015), articulada aos sistemas conceitual e social de Bazi e Silveira (2007) e Toledo (2008), os quais orientam a análise dos componentes que conferem identidade e legitimidade a uma área científica. Metodologicamente, adota-se a pesquisa documental, com levantamento e estudo de teses, dissertações, artigos, biografias e produções de matemáticos que contribuíram para a consolidação dessa geometria, complementados por dados de repositórios científicos internacionais. Os resultados indicam evidências da constituição da Geometria Fractal, especialmente quanto à base formal, à base específica e ao domínio do campo, embora alguns aspectos sociais — como sociedades científicas e agências de fomento voltadas à área — ainda careçam de fortalecimento.
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