Mitos e ritos da avaliação da aprendizagem escolar
relato de um estudante
DOI:
https://doi.org/10.5380/recem.v1i1.102833Palavras-chave:
Educação Matemática, Avaliação da Aprendizagem Escolar, Oportunidade de Aprendizagem, Prática de Investigação, Mitos e Ritos da Avaliação da Aprendizagem EscolarResumo
Este artigo teve origem em uma pesquisa que buscou identificar mitos e ritos presentes em textos escritos e nas textualizações de entrevistas com estudantes de Licenciatura em Matemática de universidades públicas do Paraná, partindo da concepção de avaliação do GEPEMA. Para este artigo, optou-se por analisar o texto escrito e a textualização da entrevista de um dos participantes. A partir dessa análise, identificam-se percepções de avaliação associadas a práticas tradicionais, centradas na prova escrita, no produto expresso pela nota, na certificação e na ausência de feedback formativo, elementos que contrastam com a concepção de avaliação do GEPEMA, compreendida como prática de investigação e oportunidade de aprendizagem. Também emergem indícios de ressignificação, como a compreensão da prova como oportunidade de aprendizagem e a crítica à centralidade da nota. De modo geral, os relatos evidenciam tensões entre experiências avaliativas vividas e o desejo por processos mais justos, humanos e dialógicos, reforçando a necessidade de repensar a avaliação como parte constitutiva dos processos de ensinar e de aprender.
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