Criações curriculares no estágio supervisionado da Licenciatura em Matemática
desinvisibilizando experiências territorialmente referenciadas
DOI:
https://doi.org/10.5380/recem.v1i1.102848Palabras clave:
Educação Matemática, Currículo, Formação de professores, Desinvisibilizar, TerritórioResumen
Neste texto, temos o objetivo de desinvisibilizar algumas experiências como criações curriculares no estágio supervisionado da Licenciatura em Matemática, estabelecendo algumas relações entre os repertórios mobilizados nessas criações pelos estudantes, futuros professores, e o conceito de território. Esse objetivo se justifica pela necessidade de compreendermos os estágios supervisionados como espaçostempos de experimentação e de criação, diretamente conectados com a constituição de subjetividades docentes capazes de problematizar concepções relativas à “transmissão” de conteúdos. Nesse sentido, orientamo-nos teórica e metodologicamente pelo entendimento de currículo como criação cotidiana e, na mesma medida, pela relevância de desinvisibilizarmos essas criações a fim de compreender o que tem sido possível realizar em disciplinas de estágio supervisionado na formação de professores de matemática. Para isso, nos remetemos ao acervo dos autores constituído pelos trabalhos produzidos por estudantes em disciplinas de estágio, de 2021 a 2025, a fim de elucidar tais aspectos em experiências denominadas territorialmente referenciadas. Apresentá-las e discuti-las, neste texto, nos permite endereçar algumas reflexões capazes de subsidiar a organização e a condução de disciplinas de estágio em diferentes contextos.
Citas
Alves, N., Macedo, E., Manhães, L. C., & Oliveira, I. B. (2002). Criar currículo no cotidiano. Cortez.
Araújo, A. S., Oliveira, B., Souza, J. C., & Wanderley, M. L. (2024). Projeto Área Verde (Projeto de Estágio – MAT1500, Licenciatura em Matemática). Universidade de São Paulo.
Borba, M. C., Silva, R. S. R., & Gadanidis, G. (2020). Fases das tecnologias digitais em educação matemática: Sala de aula e internet em movimento. Autêntica.
Bueno, M. L. R. (2022). Práticas emancipatórias de ensino de matemática via tema gerador: Da reflexão à sala de aula (Trabalho de Conclusão de Curso, Licenciatura em Matemática). Universidade de São Paulo.
D’Ambrosio, U. (2012). Educação matemática: Da teoria à prática (23ª ed.). Papirus.
D'Ambrosio, U. (2019). Etnomatemática: Elo entre as tradições e a modernidade. Autêntica.
Freire, P. (2023). Pedagogia do oprimido. Paz e Terra.
Jahn, A. P., Valle, J. C. A., & Canale, R. A. (2022). Articulação entre formação inicial e continuada de professores que ensinam matemática: Possibilidades e limites de uma experiência em disciplina de estágio supervisionado. In IX Congreso Iberoamericano de Educación Matemática.
Jahn, A. P., Dias, D. P., & Druck, I. F. (2020). Mathematics teaching projects: An IME-USP’s collaborative experience in pre and in-service teacher education. In Proceedings. National and Kapodistrian University of Athens. Recuperado de http://icmistudy25.ie.ulisboa.pt/wp-content/uploads/2020/11/201114-ICMI25Proceedings6.13.2020.pdf
Lima, F. H. (2020). Um estudo sobre as intervenções de um professor em atividades de modelagem matemática (Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Educação – Conhecimento e Inclusão Social). Universidade Federal de Minas Gerais.
Miguel, A., & Miorim, M. A. (2019). História na educação matemática: Propostas e desafios. Autêntica.
Oliveira, I. B. (2012). Contribuições de Boaventura de Sousa Santos para a reflexão curricular: Princípios emancipatórios e currículos pensadospraticados. Revista e-Curriculum, 8(2), 1–22. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/10984
Oliveira, I. B. (2013). Currículo como criação cotidiana. DP et Alii.
Oliveira, I. B. (2023). Pesquisando com os cotidianos: Uma trajetória em processo. Depetrus et Alii.
Onuchic, L. R., & Allevato, N. S. (2021). Resolução de problemas: Teoria e prática. Paco Editorial.
Ramos, R. D. (2024). O diálogo e o território em aulas de matemática: Contribuições da educação matemática crítica (Dissertação de Mestrado Profissional em Ensino de Matemática). Universidade de São Paulo.
Santos, A. B. (2015). Colonização, quilombos: Modos e significações. INCT.
Santos, B. S. (2002). A crítica da razão indolente: Contra o desperdício da experiência. Cortez.
Santos, B. S. (2012). Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências. Revista Crítica de Ciências Sociais, 63, 237–280. Recuperado de https://journals.openedition.org/rccs/1285
Santos, M. (1997). A natureza do espaço. Hucitec.
Santos, M. (2009). O dinheiro e o território. GEOgraphia, 1(1), 7–13. https://doi.org/10.22409/GEOgraphia1999.v1i1.a13360
Santos, V. M. (2020). Educação pública brasileira: Lengua de madera e políticas de apagamento. In A escola pública em crise: Inflexões, apagamentos e desafios. FEUSP. Recuperado de http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/564
Skovsmose, O. (2000). Cenários para investigação. Bolema, 13(14).
Skovsmose, O. (2001). Educação matemática crítica: A questão da democracia. Papirus.
Tersariolli, P. (2025). O currículo na EMEF Desembargador Amorim Lima no contexto de uma alternativa curricular emancipatória. In J. C. A. Valle & M. L. R. Bueno (Orgs.), Práticas e perspectivas para a matemática na educação básica. Livraria da Física.
Valério, B. C. (2022). Formação inicial de professores: Propiciando conexões significativas por meio de projetos de estágio. Revista de Educação Matemática, 17, 1–15. Recuperado de https://abrir.link/rCvC4
Valério, B. C., & Vieira, D. M. (2018). Projetos de estágio: Uma articulação entre formação inicial e continuada de professores. Textos FCC, 55, 9–39.
Valle, J. C. A. (2022). A autoria docente em currículos de matemática desinvisibilizados: Práticas de extensão e pesquisa. Perspectivas da Educação Matemática, 15(40), 1–20. Recuperado de https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat/article/view/16520
Valle, J. C. A., & Giraldo, V. (2025). Amansar o giz: Por uma educação territorializada. In A. L. B. Dias, H. J. L. Gonçalves, & M. E. Rodríguez (Orgs.), Matemáticas que não nos contaram: Dez afios decoloniais (Vol. 38). EDIFAP.
Valle, J. C. A. (2023). Contribuições para a reflexão curricular a partir de Ubiratan D’Ambrosio: Por um ensino de matemática territorialmente referenciado. In A. L. Conrado, G. A. Miranda, & Z. V. Oliveira (Orgs.), Ubiratan incomensurável. Universidade de São Paulo.
Valle, J. C. A., & Bueno, M. L. R. (2024). Desinvisibilizar currículos pensadospraticados de matemática: Perspectivas para a pesquisa em currículo. Revista de Educação Matemática, 21. Recuperado de https://www.revistasbemsp.com.br/index.php/REMat-SP/article/view/452
Vieira, A. P., Costa, F. S., Gaudio, G. C., & Simon, R. A. (2023). Razão e proporção (Portfólio MAT1500, Licenciatura em Matemática). Universidade de São Paulo.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Júlio César Augusto do Valle, Maxwell Dahlke Moreira da Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Usted es libre de:
Compartir — copiar y redistribuir el material en cualquier medio o formato
Adaptar — remezclar, transformar y construir a partir del material
La licenciante no puede revocar estas libertades en tanto usted siga los términos de la licencia
Bajo los siguientes términos:
Atribución — Usted debe dar crédito de manera adecuada, brindar un enlace a la licencia, e indicar si se han realizado cambios. Puede hacerlo en cualquier forma razonable, pero no de forma tal que sugiera que usted o su uso tienen el apoyo de la licenciante.
NoComercial — Usted no puede hacer uso del material con propósitos comerciales.
No hay restricciones adicionales — No puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otras a hacer cualquier uso permitido por la licencia.

Atribución-NoComercial 4.0 Internacional