Representações Sociais Identitárias Raciais em Universitários Africanos Residentes no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5380/riep.v29i3.94724Palavras-chave:
identidade racial, representações sociais, racismo, adaptação culturalResumo
Trata-se de um estudo descritivo, com o objetivo de analisar a estrutura das representações sociais identitárias raciais em universitários africanos residentes no Brasil. A representação social racial foi mensurada por meio do teste de evocação livre de palavra, utilizando dois termos indutores, “o que é ser preto no Brasil” e “o que é ser preto em África”, por meio de um questionário autoadministrado. Participaram do estudo 161 universitários de graduação e pós-graduação, nascidos no continente africano e residentes no Brasil. Para a análise lexográfica, de similitude e Classificação Hierárquica Descendente (CHD), utilizou-se o software IRAMUTEQ. Os resultados revelam que as representações sociais identitárias raciais sobre ser preto no Brasil são predominantemente estruturadas em torno da percepção de estereótipos e experiências negativas vivenciadas no Brasil. Em contraste, as representações sociais identitárias sobre ser preto na África se configuram de maneira oposta, marcadas por autovalorização e expressões positivas. Os dados indicam que, apesar dos esforços para enfrentar o preconceito e o racismo, as representações sociais identitárias de estudantes africanos em intercâmbio sobre ser preto no Brasil são fortemente ancoradas em estereótipos negativos, reforçados pelo racismo estrutural.
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