O comportamento exploratório de bebês e o comportamento de mães com indicadores de depressão no contexto da psicoterapia breve mãe-bebê: um olhar objetivo e subjetivo

Cristiane Alfaya, Rita de Cássia Sobreira Lopes, Luís Carlos Prado

Resumo


O presente estudo examinou o comportamento exploratório dos bebês, e o comportamento das mães com indicadores de depressão, frente ao comportamento exploratório dos bebês, durante a psicoterapia breve mãe-bebê, no primeiro ano de vida dos bebês. Foram considerados os aspectos objetivos e subjetivos da interação, envolvidos no comportamento exploratório do bebê. Para tanto, foram realizados três estudos de casos atendidos em sessões de psicoterapia. O comportamento exploratório foi descrito e analisado conforme as categorias manipulação exploratória fina e ampla, e de locomoção exploratória em direção ao ambiente e ao brinquedo. O comportamento materno foi descrito e analisado conforme as categorias direto e indireto, construídas a partir da descrição da observação. Apoiando-se na teoria de separação–individuação, os resultados mostraram que os bebês apresentaram comportamentos de manipulação exploratória fina, ampla, locomoção exploratória em direção ao ambiente, e aos brinquedos, o que indica desenvolvimento da autonomia na perspectiva do desenvolvimento emocional. Do ponto de vista das mães, os resultados apóiam as evidências de que a mãe, ao interagir com o bebê, relaciona-se não apenas com o comportamento observado de maneira objetiva, mas também com imagens (modelos), os quais pertencem à mãe e aparecem na interação com o bebê por meio da identificação projetiva.

Palavras-chave: comportamento exploratório do bebê; psicoterapia mãe-bebê; depressão materna.


Palavras-chave


comportamento exploratório do bebê; psicoterapia mãe-bebê; depressão materna

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v10i2.7682

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