A identificação no autismo: Um estudo do vínculo com animais nas autobiografias
DOI:
https://doi.org/10.5380/psi.v21i3.50652Palabras clave:
autismo, autobiografia, psicanálise, animal, identificaçãoResumen
O presente artigo focaliza a edificação de identificações imaginárias compensatórias ancoradas no vínculo de autistas com animais. A análise qualitativa dos livros autobiográficos evidencia como autistas que manifestaram um quadro sintomatológico severo na infância saíram do quadro de autismo clássico, puderam se tornar falantes e se desenvolver em todas as áreas a partir do vínculo com um animal. Abordamos nas autobiografias acerca dos autistas Iris, Dale, Fraser e George, o vínculo paradigmático com Thula, Henry, Billy e Ben, ancorando esse percurso da edificação das identificações constitutivas do eu. Após a descrição e caracterização dos traços e funções incorporadas nessas relações identificatórias, abordaremos algumas consequências destas. Apesar de não serem traços incorporados dos outros parentais, destacamos a viabilidade de uma nova regulação libidinal no autismo. Articulando autores no interior da psicanálise que se dedicaram a pensar o autismo com os relatos autobiográficos, consideramos que essa abordagem permitiu cumprir o objetivo proposto de aprofundar o conhecimento científico acerca do autismo.
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