A Psicologia, o Sistema Único de Saúde e o Sistema de Informações Ambulatoriais: inovações, propostas e desvirtuamentos

Isabel Fernandes de Oliveira, Candida M. Bezerra Dantas, Ana Ludmila F. Costa, Tatiane Medeiros Silva Gadelha, Elisa Maria Parahyba Campos Ribeiro, Oswaldo H. Yamamoto

Resumo


Desde as primeiras incursões de psicólogos no sistema público de saúde discute-se a adeqüabilidade de seus padrões de atuação que, atualmente, redundam numa atenção curativa, individual e ineficiente. Contudo, ressalta-se a interferência das deliberações, orientações e exigências do Sistema Único de Saúde na figura do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS) que fornece uma lista de procedimentos a serem desenvolvidos pelos psicólogos. Este estudo analisou estatísticas dos procedimentos realizados pela Psicologia em Natal/RN, disponíveis no SIA/SUS, com o objetivo de dimensionar como sua estrutura influencia a manutenção dos modelos de atuação. Os dados revelam uma permanência de ações compartimentalizadas, cuja maior proporção abrange os quadros mórbidos. A dificuldade para o desenvolvimento de ações diferentes ou obriga os profissionais a registrarem-nas de forma distorcida, ou os resigna aos atendimentos previstos. Na Psicologia, o sistema de informações restringe atividades que poderiam configurar um modelo de atuação condizente com os ideais da reforma sanitária.

Palavras-chave: Psicologia; Saúde Pública; Sistema de Informações Ambulatoriais.


Palavras-chave


Psicologia; Saúde Pública; Sistema de Informações Ambulatoriais

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v9i2.4790

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