Avaliação de um programa para ensinar comportamento empático para crianças em contexto clínico

Aline Vettorazzi, Eluana Frare, Fernanda Chedid de Souza, Fernanda Pamplona de Queiroz, Gabriel Gomes de Luca, Luciana Moskorz, Olga Mitsue Kubo

Resumo


O comportamento empático, entendido como uma classe geral de comportamentos, tem sido considerado necessário para o bom estabelecimento de relações interpessoais. Para a apresentação desse comportamento, muitas vezes é necessária uma intervenção profissional para que ele seja aprendido. Foi objetivo do trabalho avaliar um programa para o ensino desse comportamento para crianças, em contexto clínico. Para construir o programa, o comportamento empático foi decomposto em aprendizagens intermediárias. O ensino dos comportamentos identificados foi feito de maneira gradual, por meio de atividades lúdicas planejadas para ocorrerem sob contingências de reforço positivo. Foram desenvolvidas atividades para o ensino de 09 dos 25 comportamentos intermediários identificados. Desses, sete foram aprendidos pela criança durante as sessões. Os resultados possibilitam evidenciar que, quando o ensino é programado, a aprendizagem ocorre de maneira a possibilitar ao terapeuta intervir mais precisamente sobre aqueles comportamentos que estão com mais dificuldades para serem aprendidos aumentando, dessa forma, a eficiência do atendimento. Ademais, a clara explicitação das aprendizagens intermediárias possibilitou a escolha, criação e adaptação de atividades lúdicas que melhor atendessem ao objetivo proposto para cada encontro, aumentando, dessa maneira, as possibilidades de aprendizagem dos comportamentos relevantes para a criança comportar-se mais empaticamente.

Palavras-chave: programação de ensino; comportamento empático; contingências de reforço.


Palavras-chave


programação de ensino; comportamento empático; contingências de reforço

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v9i2.4780

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