Aprendizagem discriminativa após choques incontroláveis

Angelica Capelari, Maria Helena Leite Hunziker

Resumo


O objetivo desse estudo foi investigar se estímulos aversivos não contingentes (incontroláveis) produzem interferência em um processo de aprendizagem discriminativa reforçada positivamente. Vinte e quatro ratos foram distribuídos em três grupos (n=8) que diferiram entre si quanto ao tratamento recebido na primeira sessão: choques controláveis (C), incontroláveis (I) ou nenhum choque (N). Posteriormente, todos foram submetidos a 10 sessões de treino discriminativo com reforço positivo, em esquema múltiplo-concorrente FR-6/Extinção. Os resultados do treino discriminativo mostraram que, na primeira sessão, a exposição prévia a choques produziu menor frequência de respostas, sendo esse efeito levemente mais acentuado no grupo I; na décima sessão, os grupos não diferiram entre si quanto à frequência de respostas e ao índice discriminativo, que ficou acima de 0,80. O efeito transitório do tratamento com choques incontroláveis, sem interferência a longo prazo no estabelecimento do controle de estímulos por reforçamento positivo, é contrário à generalidade do desamparo aprendido para contextos não aversivos.

 

Palavras-chave: desamparo aprendido; incontrolabilidade; controle de estímulos.


Palavras-chave


desamparo aprendido; incontrolabilidade; controle de estímulos

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/psi.v13i1.10809

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