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A REPRESENTAÇÃO DE QUEM? PARTIDOS E OLIGARQUIAS NO NORDESTE

José Marciano Monteiro, Ednailson Morais Júnior

Resumo


Após mais de duas décadas de Ditadura Militar, o Brasil passara pelo processo de reestabelecimento de um regime democrático. A Constituição de 1988 estruturou o sistema presidencialista representativo, caracterizando uma abertura política com um arranjo que, em tese, organizaria sistematicamente, de maneira responsável, as disputas políticas nos anos seguintes. Entretanto, do fim do Regime Militar até a primeira eleição direta para Presidente da República, houve um ambiente de disputas significativas no campo político, econômico e social que permitem a problematização sob as circunstâncias do processo de transição. Na região Nordeste, apesar de certo grau de institucionalização dos partidos, a presença de longos ciclos políticos e continuidade de tradicionais oligarquias permaneceu como característica de seus subsistemas eleitorais. Deste modo, pretendemos discorrer sobre a transição política em um contexto de domínio político de oligarquias e suas influências neste processo. Nesse sentido, realizaremos um estudo exploratório descritivo sobre os quadros dos principais partidos políticos na redemocratização: o PFL e o PMDB na região Nordeste, com o intuito de expor de maneira sintética, a relação entre partido e representação quando este é aparelhado em detrimento de uma elite regional e sua reprodução.

Palavras-chave


Partidos. Representação. Nordeste.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/nep.v5i2.70862

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