O paradoxo da transmissão familiar do poder

Marie Brossier, Gilles Dorronsoro

Resumo


Num sistema político competitivo, a transmissão hereditária do poder é um fenômeno paradoxal. O discurso democrático é de fato meritocrático e implica numa separação das esferas privada e pública. No entanto, em alguns sistemas políticos competitivos, e sem transmissão hereditária legal, as famílias ocupam posições de poder por várias gerações. Embora central em algumas democracias, a dimensão familiar do poder político permanece relativamente inexplorada. Este objeto "não convencional" é abordado aqui a partir de estudos de caso no Sudeste Asiático (Índia), na França (Gironde e Nova Caledônia) e no Líbano. Todos esses exemplos levantam a questão da renovação das elites em antigas ou novas sociedades democráticas e nos convidam a pensar sobre as fronteiras - mais porosas do que parece - entre experiências democráticas, poliarquias e oligarquias.


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Referências


Plano do artigo

Disciplinar o objeto de hereditariedade?

Formação de dinastias políticas e constituição de um capital político familiar.

Qualificar e desqualificar a hereditariedade na política.




DOI: http://dx.doi.org/10.5380/nep.v3i4.57155

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