A CONTINUIDADE DO PODER ATRAVÉS DAS MULHERES: O CASO DAS FAMÍLIAS RIBEIRO E TOSCANO NA PARAÍBA

Elizabeth Crhistina de Andrade Lima

Resumo


Não é mais novidade a constatação da situação de sub-representação das mulheres nos espaços de poder, seja no âmbito legislativo, seja no executivo. Mesmo a despeito da Lei de Cotas, que destina a ocupação de pelo menos 30% para cada um dos sexos, em disputas eleitorais proporcionais, o que se observa é que muitos Partidos Políticos sequer respeitam a referida Lei, alguns atingem o limite da cota, mas comumente utilizam as chamadas “candidaturas laranjas” para estarem de acordo com o que determina a Lei de Cotas. Ou seja, muitas mulheres têm se candidatado, mas o resultado eleitoral tem sido insuficiente para se garantir, pelo menos, uma representação feminina mínima. Não há como silenciar sobre a difícil inserção das mulheres na política que começa antes mesmo de se iniciar o processo eleitoral. A inserção da mulher na política, seja pela via familiar ou pelos movimentos sociais nos mostra que a tarefa de exercer o ofício parlamentar ou executivo não é nada fácil, pois, a mulher tem que provar que possui a qualificação, pública e privada, suficiente para exercer o cargo que lhe foi conferido. A sua imagem pública encontra-se todo o tempo sendo exposta, como também a sua atuação, que é continuamente testada. Talvez esse seja um dos empecilhos para a mulher se interessar pela atividade política, e ao mesmo tempo, uma estratégia da própria cultura política de barrar, desqualificar, desfavorecer essa inserção.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/nep.v3i3.54390

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