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O PODER DAS FAMÍLIAS NAS ELEIÇÕES DE 2016 NO PARANÁ: COMO E POR QUÊ PARENTES E POLÍTICAS SE PERPETUAM NO ESTADO?

Eduardo Soncini Miranda, Tiago Valenciano

Resumo


O presente artigo busca explicitar as relações entre as famílias políticas tradicionais e o resultado eleitoral de 2016 no Estado do Paraná, em relação à capital Curitiba. Nosso enfoque parte da relação do “familismo” no Paraná com o campo da política, bem como a análise destes perfis a partir da prosopografia. Nesse sentido, a pesquisa propõe uma reflexão sobre o impacto das recentes e profundas mudanças político/institucionais no Brasil em relação a continuidade e perpetuação de sujeitos/atores/famílias tradicionais no processo eleitoral curitibano, que reflete diretamente na política estadual. Através da análise das principais mudanças nas regras eleitorais e do resgate histórico do conturbado cenário político (pós impeachment) observamos os resultados eleitorais na capital com seus principais candidatos. Constatamos que em 100% das candidaturas a chefia do poder executivo ligados a estruturas de parentesco/familismo político. Resgatamos as origens/genealogias de todos os candidatos envolvidos e relacionamos com os resultados eleitorais para a Prefeitura da Capital. Concluímos que a despeito das recentes mudanças e transformações políticas/sociais/institucionais ocorridas em 2016, alguns “velhos” condicionantes mostraram sua força e resistência no sentido de ainda hoje serem variáveis fundamentais para a explicação do comportamento e do sucesso eleitoral dos candidatos.

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/nep.v3i3.54328

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