A MODERNIDADE ALIMENTAR: ENTRE A SUPERABUNDÂNCIA E A INSEGURANÇA

Jesús Contreras

Resumo


Depois de séculos de má nutrição, decorrente da falta de alimentos no mundo, hoje, nas sociedades industrializadas dos comensais contemporâneos, a preocupação dominante é saber o que comer e em que proporções. A realidade se confronta com a situação de saúde, com o estado nutricional da sociedade, com a abundância e com o bem-estar e, também, com a má nutrição gerada pela abundância. O termo segurança alimentar adquiriu significados diferenciados. Os sistemas alimentares passaram de ecossistemas diversificados a outros hiperespecializados e integrados em vastos sistemas de produção alimentar, em escala internacional. A produção mundial de alimentos ao mesmo tempo em que desapareceram numerosas variedades vegetais e animais que por muito constituíram a base das dietas. Com o aumento na produção e no consumo de alimentos industrializados, houve uma ampliação do repertório alimentar, homogeneizando o mesmo, sem que se possa avaliar as consequências do consumo sobre a saúde dos indivíduos. Há uma artificialização da alimentação e sua ingestão se supõe cheia de riscos, gerando no consumidor uma considerável incerteza, desconfiança e ansiedade.

Palavras-chave


Modernidade Alimentar; Globalização; Repertório Alimentar; Segurança Alimentar

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v54i1.25736

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