VESTIRES INDÍGENAS EM BONECAS KARAJÁ: ARGUMENTOS PARA UMA HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA NO BRASIL

Rita Morais de Andrade

Resumo


Este artigo inaugura uma reflexão sobre o modelo de pensamento que origina a categoria “indumentária indígena” na história da indumentária no Brasil e sobre o modo como a formação dessa tipologia de coleções nos museus pode interferir na construção de valores éticos e estéticos dos modos de vestir. Apresentam-se aqui alguns desafios para uma história da indumentária a partir de estudos de coleções classificadas de étnicas, como as de indumentária indígena. Essa proposta baseia-se em análise da indumentária indígena nas bonecas karajá, as ritxoko, registradas como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico – IPHAN, em 2012. A partir desse estudo seminal, discuto certos percursos metodológicos de pesquisa visando a construção de uma história da indumentária brasileira que considere a cultura material e as visualidades aspectos importantes de investigação. Concluo que essa indumentária indígena está apenas parcialmente indicada nos museus em suas coleções etnográficas, motivo pelo qual sugiro que o historiador considere conflitos sociais atuais quando incluir esse patrimônio cultural no corpus de sua pesquisa. 


Palavras-chave


história da indumentária indígena e brasileira; bonecas karajá (ritxoko) e coleções de museus; patrimônio histórico nacional

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v65i2.55395

Licença Creative Commons Os textos da revista estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
 
História: Questões & Debates. ISSN: 0100-6932 e e-ISSN: 2447-8261.
Uma publicação do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (PPGHIS-UFPR) - com apoio da da Associação Paranaense de História (APAH)

Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 460, 7º andar
Curitiba – Paraná – Brasil - CEP: 80060-150