QUANDO SONHAR ESTÁ NA MODA – A NOSTALGIA DO FEMININO NA CULTURA DE CONSUMO

Vânia Carneiro de Carvalho

Resumo


Os repertórios materiais e visuais da aristocracia do século XVIII foram reapropriados pela sociedade moderna ocidental para criar clivagens entre os gêneros masculinos e femininos. Mas tais estratégias sociais não foram apenas de diferenciação. Na distinção e hierarquização dos gêneros, criaram-se também novos territórios para o cultivo de subjetividades sexualizadas. Neste artigo o fenômeno está circunscrito à produção dos filmes de princesas de Walt Disney, especialmente Branca de Neve e os Sete Anões (1937) e Cinderela (1950). Pretendo demonstrar como a prática do devaneio romântico, conforme caracterizada por Colin Campbell, encontrou um terreno fértil no passado aristocrático do setecentos, reapresentado nostalgicamente como modelo de beleza e feminilidade na produção cinematográfica em questão.


Palavras-chave


Cultura material; Cultura visual; Cenas de Cortesia; Walt Disney; Nostalgia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v65i2.55393

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