DO CORAÇÃO À CANETA: CARTAS E DIÁRIOS PESSOAIS NAS TEIAS DO VIVIDO (DÉCADAS DE 60 A 70 DO SÉCULO XX)

Maria Teresa Santos Cunha

Resumo


Este texto pretende discutir algumas possibilidades de abordagem das sensibilidades na História, considerando que somos tributários de diferentes situações que envolvem afetividades e que podemos problematizá-las como práticas e registros que ocorrem em espaços diversificados e temporalidades distintas. Neste território se manifestam e se materializam linguagens multifacetadas e representações complexas e contraditórias, com as quais mulheres e homens vivem e reinventam seu cotidiano. Nesta perspectiva, documentos pessoais, como cartas e diários, são tratados como práticas sociais que partilham da constituição de um regime de sensibilidades, ou seja, da construção da história de indivíduos que, nos segredos da intimidade, se inventam pela escrita de si e pela escrita para os outros.

This text discusses some possible approaches to the sensibilities in history, considering that we are tributaries of different situations that involve emotions and that we can problematize them as practices and registers that occur in a variety of spaces and times. In this territory, multifaceted languages are materialized as well as the complex and contradictory representations with which women and men live and reinvent their daily lives. From this perspective, personal documents such as letters and diaries are treated as social practices that share the constitution of a regime of sensibilities, that is, of the construction of the history of individuals that, in the secrets of intimacy, invent themselves through writing and the writing of others.


Palavras-chave


cartas; diários femininos; sensibilidades; cultura escrita.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v59i2.37036

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