DE OTTO VON BISMARCK A ANGELA MERKEL: DO “PERIGO ALEMÃO” AO “NEONAZISMO” NO BRASIL

René E. Gertz

Resumo


A presença de alemães e de seus descendentes no Brasil, desde que o país se tornou independente, no início do século XIX, afetou, em algum grau, as relações com a Alemanha, no mínimo, desde a unificação desta, em 1871. Apesar de eventuais efeitos positivos dessa presença, costumam ser destacadas, com mais ênfase, as consequências negativas, verificadas durante as cerca de sete décadas entre a unificação alemã e a Segunda Guerra Mundial, e que podem ser resumidas na expressão “perigo alemão”, isto é, o papel que essa população poderia exercer numa eventual política agressiva da Alemanha em relação ao Brasil. Essa perspectiva perdeu sua plausibilidade após a guerra, mas um novo fantasma ronda a imagem sobre essa população – o “neonazismo”. Este artigo constitui uma tentativa para responder se a referida população efetivamente tem algo a ver com esse novo mal.

Palavras-chave


neonazismo; imigração alemã; preconceitos étnicos

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/his.v58i0.33897

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