Teoria da definição e princípio de causalidade na dedução do conatus

Paula Bettani Mendes de Jesus

Resumo


Ao realizar a dedução do conatus na Parte III da Ética, Espinosa apresenta na esfera dos modos finitos a mesma conclusão depreendida na Parte I com a dedução da potência de Deus: essência e existência não se desvinculam e, em última instância se identificam. Em Deus, dada a definição de causa sui, essa identidade é “facilmente” explicada, no caso dos modos, entretanto, parece haver maior dificuldade, pois, pelo de Deo, a essência deles não envolve existência. Diante disso como conciliar duas ideias aparentemente inconciliáveis, uma “essência que não envolve existência” com a relação intrínseca e necessária entre essência e existência? Como sustentar que semelhante à substância, a essência e a existência dos modos também não se desvinculam? O que prende uma a outra? Esse artigo propõe esclarecer essas questões por meio da articulação de duas temáticas importantes na filosofia de Espinosa, a noção de causalidade e a teoria da definição.


Palavras-chave


causalidade; teoria da definição; essência; existência; conatus; Espinosa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v16i3.66706

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