Causalidade e matemática no início da Modernidade

Douglas Lisboa Santos de Jesus

Resumo


As conexões entre lógica e matemática datam do Helenismo tardio, quando Proclo e Filopono sugeriram que as demonstrações de Euclides seriam compatíveis com os requisitos lógicos e epistêmicos dos Segundos analíticos. Quer isso dizer, primariamente, que as demonstrações euclidianas seriam causais e poderiam ser tratadas silogisticamente. Esta tese, porém, só passou a ser testada a partir do séc. XVI, quando os textos daqueles autores chegam à Europa. Este artigo chama atenção para a maneira como desafios impostos à natureza causal das demonstrações geométricas no início da Modernidade ajudam a compreender os esforços de autores como Cristóvão Clávio e Isaac Barrow em mostrar a adequação de Euclides a Aristóteles. Ver-se-á que a defesa da superioridade epistêmica das demonstrações matemáticas, nestes autores, resultou numa transformação da estrutura das demonstrações euclidianas e, no caso específico de Barrow, na rejeição do conceito de causa eficiente.

Palavras-chave


Causalidade; Demonstrações; Elementos; Modernidade; Cristóvão Clávio; Isaac Barrow

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/dp.v16i3.66696

Direitos autorais 2020 DoisPontos



 

Indexadores: AmeliCA, Clase, Dimension, Google Scholar. Diretórios: Academic Journal Database (JSTOR), Diadorim, Diretório Luso-Brasileiro, DOAJ, ROAD. Portais: CAPES, ScienceOpen, World Wide Science.

Qualis Periódicos - Capes: A2

 

  Todo o conteúdo desta revista está licenciado sob a Licença Internacional Creative Commons 4.0 (CC BY 4.0)