A Representação da Mulher em A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Escrita, memória e subversão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/clio.v16i2.104749

Palavras-chave:

Mulheres, Resistência, Subversão Isabell Allende A casa dos Espíritos

Resumo

Este trabalho tem como objetivo apresentar como é construída a representação da mulher na obra A Casa dos Espíritos (1982), de Isabel Allende, com enfoque na força e na resistência feminina. O romance apresenta três gerações de mulheres: Clara, Blanca e Alba cujas trajetórias evidenciam o papel da mulher na preservação da memória familiar, na afirmação de identidade e na subversão das estruturas patriarcais e autoritárias, especialmente na forma como essas mulheres se relacionam com os personagens masculinos. A investigação parte do seguinte questionamento: de que modo a escritora Isabel Allende constrói formas de resistência simbólica e social ao patriarcado dentro da obra? Para isso, a pesquisa apresenta um viés qualitativo, descritivo-analítico, com análise literária, de documentação digital e bibliográfica. Fundamenta-se na reflexão da condição feminina e escrita como modo de libertação a partir de, Beauvoir (1967), Duarte (2009), no que concerne à submissão e opressão do sistema patriarcal contra a mulher em Bourdieu (1983) e Lerner (2019), sobre a presença da memória em Halbwachs (2006) entre outros. Busca-se, portanto, compreender de que modo Clara, Blanca e Alba contribuem para a desconstrução de práticas de dominação, coerção e submissão nas interações dessas personagens com as figuras masculinas, e como essas práticas evidenciam a força e a contraposição feminina. Os resultados apontam que a escrita feminina e a memória não emergem como expressões neutras, mas como instrumentos de subversão, denúncia e reflexão crítica sobre as relações de gênero, revelando a importância da obra como um espaço de denúncia social e de empoderamento feminino.

Biografia do Autor

Lucimara Monteiro da Costa Dias, Instituto de Educação Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Belém

Lucimara Dias é graduanda em Letras – Língua Portuguesa. Desenvolve pesquisas voltadas aos estudos literários, com participação na produção de artigos científicos nas áreas de literatura comparada e questões étnico-raciais, investigando as relações entre literatura, cultura e identidade.

Mikelle Braga Roland, Instituto Federal de Educação do Pará- Campus Belém

Mikelle Roland é graduanda em Letras – Língua Portuguesa. Desenvolve pesquisas na área de literatura, com ênfase em estudos sobre representação feminina, literatura comparada e questões étnico-raciais, além de atuar na produção de artigos científicos voltados às relações entre literatura, cultura e sociedade.

Wellingson Valente dos Reis, Instituto Federal de Educação do Pará- Campus Belém ,Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará

Wellingson Valente dos Reis é doutor em Comunicação, Linguagens e Cultura pela Universidade da Amazônia (UNAMA). Mestre na mesma área pela UNAMA, possui especialização em Estudos Linguísticos e Análise Literária pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e graduação em Letras – Língua Portuguesa pela UEPA e em Letras – Língua Espanhola pela Universidade da Amazônia. Atualmente é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), atuando nas áreas de literatura, linguagens e educação. É líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Arte, Cultura e Educação (GIPCEAE/IFPA) e integra associações acadêmicas voltadas aos estudos literários e linguísticos.

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Publicado

18-09-2026

Como Citar

Monteiro da Costa Dias, L., Braga Roland, M., & Valente dos Reis, W. (2026). A Representação da Mulher em A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende: Escrita, memória e subversão. Revista Cadernos De Clio, 16(2). https://doi.org/10.5380/clio.v16i2.104749

Edição

Seção

Artigos