Estatutos da Linguagem

a construção discursiva da exclusão em Portugal nos reinados de Filipe III e Filipe IV (1598-1640)

Autores

  • Ygor Ytaillan Gomes de Almeida UFPE

DOI:

https://doi.org/10.5380/clio.v16i2.104317

Palavras-chave:

Cristãos-novos, Exclusão social, Inquisição, Monarquia Hispânica, Discursos

Resumo

O presente trabalho examina, sob um prisma teórico, como os estatutos de “pureza de sangue” operaram em relação a uma linguagem produtora de suspeição no Portugal da Monarquia Hispânica, sobretudo nos reinados de Filipe III (1598-1621) e Filipe IV (1621-1640). A partir de uma análise dos repertórios contidos nos discursos movidos contra os cristãos-novos e fundamentado na concepção da linguagem enquanto prática social, proposta por Norman Fairclough, parte-se do pressuposto de que os estatutos ultrapassavam sua função normativa. Argumenta-se que essas disposições não apenas regulavam cargos e honras, mas instituíram uma ordem discursiva no qual a suspeição se tornava estrutural, convertendo a origem genealógica em uma categoria institucionalizada de vigilância e fronteiras sociais.

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Publicado

18-09-2026

Como Citar

Ytaillan Gomes de Almeida, Y. (2026). Estatutos da Linguagem: a construção discursiva da exclusão em Portugal nos reinados de Filipe III e Filipe IV (1598-1640). Revista Cadernos De Clio, 16(2). https://doi.org/10.5380/clio.v16i2.104317

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Artigos