Predestinação, superioridade e expansão: A revista National Geographic como reflexo do Destino Manifesto (1888, 1897, 1899 e 1908)

Autores

  • Maria Helena Bandiera de Souza Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5380/clio.v15i2.101372

Palavras-chave:

National Geographic, Racismo científico, Destino Manifesto, Expansionismo, Predestinação

Resumo

O presente trabalho tem como proposta identificar como a revista National Geographic expressou em suas páginas a Predestinação do anglo-saxonismo, a expansão do país e o Destino Manifesto, tendo como plano de fundo o racismo científico e prevalência de uns em detrimento de outros. Para isso, foram selecionados quatro artigos dos anos iniciais da revista (1888, 1897, 1899 e 1908) a fim de localizar como os pontos abordados aparecem na National Geographic do final do século XIX e início do XX. O aporte teórico mobilizado utilizou do “Imperialismo cultural” de Edward Said; biopolítica e guerra de raças de Michel Foucault. Por fim, o esforço da pesquisa foi evidenciar como a revista National Geographic amalgamou em seus artigos, um ideal de Predestinação, sangue puro e expansionismo.

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Publicado

13-01-2026

Como Citar

Bandiera de Souza, M. H. (2026). Predestinação, superioridade e expansão: A revista National Geographic como reflexo do Destino Manifesto (1888, 1897, 1899 e 1908). Revista Cadernos De Clio, 15(2). https://doi.org/10.5380/clio.v15i2.101372

Edição

Seção

Artigos